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sábado, 17 de dezembro de 2011

Internet pode ajudar no emagrecimento de obesos, diz estudo


Segundo reportagem da revista Exame, a população brasileira está ficando mais gorda e em velocidade acelerada. O excesso de peso já atinge metade da população adulta; uma em cada três crianças (de 5 a 9 anos); e um quinto dos adolescentes no País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há uma forte relação entre obesidade e doenças cardiovasculares, o que faz com que o tratamento desta condição seja muito importante para a prevenção de complicações cardiovasculares como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco), insuficiência cardíaca (coração fraco) e acidente vascular cerebral (derrame cerebral).Um recente estudo demonstrou que orientações fornecidas via telefone ou internet, a chamada assistência remota, pode auxiliar no processo de emagrecimento de indivíduos obesos.  
O estudo testou duas estratégias de intervenção para perda de peso em obesos. Os pacientes foram recrutados para 3 grupos: o grupo 1 (G1) que recebeu assistência remota (139 obesos), em que os pacientes receberam suporte e orientações dos coordenadores via telefone e e-mail, além de assistência por website associada; o grupo 2 (G2) que recebeu uma intervenção pessoal (138 obesos), em que o paciente participava presencialmente de sessões individuais e em grupo, além da possibilidade do uso da assistência remota; e o grupo 3 (G3) que não recebeu orientações  (grupo controle composto de 138 obesos).
A perda média de peso de cada grupo de intervenção foi comparada à do grupo controle, além de entre os dois grupos de intervenção (G1 e G2). O seguimento do estudo foi de 24 meses. Nos três grupos, o peso médio dos participantes foi de 103,8 kg e índice de massa corporal (IMC) médio foi de 36,6 kg/m2. Após 2 anos, a perda de peso médio em relação ao basal foi de – 0,8 kg no grupo controle, -4,6Kg no grupo de suporte remoto (G1)  e -5,1Kg no grupo de suporte pessoal (G2). Não houve diferença significativa em termos de resultados quando se comparou os dois grupos de intervenção (G1 e G2).
Fonte: New England Journal of Medicine.
Acessado em 17/12/2011 às 10:00

Os segredos do Pilates Tudo o que você precisa saber sobre o método que vem conquistando cada dia mais praticantes


Quer ter mais flexibilidade, estimular a circulação, perder peso, aumentar a energia, melhorar a aptidão física, postura e aparência, eliminar o estresse ou fortalecer os músculos? Então o pilates é o exercício mais indicado para você.

Desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates, na década de 1920, ele tem como base o controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo por meio da concentração, controle e respiração.

Outro ponto interessante? A atividade é bem democrática, ou seja, qualquer pessoa pode praticá-la, sejam jovens, pessoas mais velhas, esportistas que ficaram parados há algum tempo, sedentários ou quem sofre de alguma dor muscular.

Segundo a fisioterapeura Marcela Toyokawa, o pilates pode ser praticado de várias maneiras. Em algumas academias, por exemplo, a atividade é realizada por meio do método tradicional com a ajuda de mesas de inversão. Ele pode ser feito ainda no solo, com a utilização de acessórios como bola, ring, elástico, alças, entre outros, que o torna mais eficiente.

A especialista também explica que a técnica pode ser realizada individualmente ou em grupo. "Se você já possui alguma experiência não tem problema em fazê-la em casa, contudo, é aconselhável procurar uma orientação profissional, já que o uso correto de cada parte do corpo, da respiração e execução precisa dos movimentos é muito importante nesse trabalho", afirma.

Erros mais comuns
Com tantas vantagens, não é a toa que o número de adeptos ao pilates cresça cada vez mais. Porém, alguns descuidos cometidos pelos praticantes podem trazer sérias conseqüências como fadiga, lesões musculares, sobrecarga na coluna, entre outras.

Para evitar tais problemas a doutora Eliane Coutinho, diretora de um dos principais centro de certificação em pilates científico no Brasil, a FisioCiência, enumerou alguns erros que não devem ser feitos durante às aulas. Veja quais são eles:

- conversar durante os exercícios não é uma boa conduta. Os resultados levam mais tempo para aparecer, uma vez que o método exige concentração.

- respirar de maneira errada pode gerar sobrecarga e dores nas costas. Inspire, então, na preparação de um movimento e expire enquanto trabalha os músculos e se movimenta. Depois inspire novamente para se recuperar.

- fique atenta às séries dos exercícios. Diferente da musculação, cada um deve ser repetido no máximo 10 vezes. O exagero nas repetições pode promover fadiga e lesão muscular.

- procure não deixar a coluna totalmente ereta. O correto é manter a posição natural da coluna com suas curvas preservadas. A ausência dessa curvatura aumenta a sobrecarga nas estruturas da coluna vertebral.

Fonte: 
http://dietaja.uol.com.br/saude-fitness/noticias/os-segredos-do-pilates-243532-1.asp
Acessado em 17/12/2011 às 09:30

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Doadores de sangue são convocados antes do período de festas


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca a população paulista para que doe sangue antes do Natal e Ano Novo. O objetivo é garantir os estoques nos hospitais para o período de festas e férias, quando há grande volume de atendimentos de emergência e cirurgias que necessitam de transfusões de sangue, em razão de acidentes.
Em média os hemocentros do Estado costumam coletar 75 mil bolsas por mês. No período de festas de final de ano, as doações chegam a cair até 30%. Os sangues RH negativo são os mais raros e por isso os que mais precisam de doadores, principalmente nesta época.
Segundo dados da Hemorrede estadual, ligada à Secretaria, já no mês de novembro houve queda de aproximadamente 15% na coleta de bolsas na Grande São Paulo e no interior.
De acordo com o coordenador da Hemorrede, Osvaldo Donini, é fundamental que a população faça as doações antes que as festas comecem para evitar a redução dos estoques de sangue também no início do próximo ano.
O Estado de São Paulo tem cerca de 100 postos de coleta de sangue, sendo 40 deles na Capital.
Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, alimentado, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto. É recomendável evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas 12 horas antes.
Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apto à doação.
Acessado em 16/12/2011 às 11:10

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dois em cada três casos de aneurisma estão ligados ao tabagismo


Levantamento inédito realizado pelo serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo (antigo hospital estadual Brigadeiro), unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que nos últimos dois anos, 62% dos usuários que tiveram aneurismas cerebrais fumavam regularmente.
A pesquisa também aponta que 80% dos pacientes submetidos à microcirurgia são do sexo feminino e têm entre 40 e 60 anos. No total foram analisados 250 casos. A unidade atende, em média, mil pessoas por ano com a doença.
O cigarro é capaz de “destruir” a proteína fibrosa e elástica, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. Por isso, facilita a ocorrência de um aneurisma, que ocorre quando há dilatação anormal de uma artéria do cérebro.  É o sangramento causado pelo rompimento deste vaso que pode levar o paciente à morte.
O estudo confirma que os tabagistas estão até 10 vezes mais propensos a apresentarem hemorragias cerebrais causadas por aneurismas. Além disso, o fumo está diretamente ligado ao surgimento de novos casos em pacientes que já trataram ou ainda enfrentam o problema.
“São dados alarmantes, que refletem como o cigarro pode ser danoso à saúde, causando, além de aneurismas, câncer, enfisemas pulmonares e infarto do miocárdio”, diz o médico coordenador do serviço de neurocirurgia vascular, Sérgio Tadeu Fernandes.
Para tratar o aneurisma é necessária intervenção cirúrgica. Na embolização endovascular, técnica minimamente invasiva, o paciente é operado com um pequeno furo feito, geralmente, próximo à virilha. Através desta incisão, entra o material cirúrgico que percorre os vasos do paciente, até o local exato do aneurisma, para preencher o espaço rompido. Há casos, porém, que ainda precisam ser tratados pelo modo convencional, em que há abertura do crânio.
“A doença é silenciosa e apresenta poucos sintomas. Os mais comuns são fortes dores de cabeça. O diagnóstico e o tratamento precoces aumentam as chances de sobrevivência do doente”, destaca o neurocirurgião.
No Hospital de Transplantes são feitas em torno de 20 neurocirurgias micro e endovascular por mês.  O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo fica na avenida Brigadeiro Luís Antonio, 2.651, no Jardim Paulista, e atende pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde.
Acessado em 15/2/2011 às 10:59

Salgadinhos, bolos e biscoitos terão menos sódio

São Paulo (AE) - Metas para redução de sódio em mais sete categorias de alimentos industrializados até 2014 foram anunciadas ontem pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta nova fase do acordo voluntário firmado entre Ministério da Saúde e representantes da indústria de alimentos foram incluídos produtos populares entre crianças e adolescentes, como salgadinhos, bolos e biscoitos. 

“Esse é o público para quem precisamos, desde já, fazer uma reeducação alimentar. É uma ação de prevenção”, afirmou Padilha. A iniciativa, explicou o ministro, faz parte da estratégia do governo para combater a mortalidade por doenças crônicas, como diabete, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

A primeira etapa do acordo, divulgada em abril, fixou metas para redução de sódio (um dos componentes do sal) em massas instantâneas, bisnaguinhas e pães de forma. Mas os valores foram considerados tímidos por entidades de defesa do consumidor e membros das sociedades de cardiologia, hipertensão e nefrologia, conforme informou a reportagem no mês passado. Teriam, segundo eles, pouco impacto na redução da mortalidade.

“A maioria dos produtos que estão no mercado já atende às metas fixadas na primeira fase do acordo”, afirma Silvia Vignola, especialista em saúde pública e consultora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “Agora vamos estudar os produtos que fazem parte desta nova fase para ver se haverá mudanças significativas”, disse.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo
AE

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Casos de Aids aumentam 150% na Bahia e pacientes têm acesso tardio ao tratamento


Nos últimos três anos, foram registrados 3.614 novos casos de Aids na Bahia, de acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado. Somente em 2010, houve um crescimento de 155% em relação ao ano anterior, totalizando 1.976 casos. Este ano, até agosto, foram identificados 864 pacientes com o vírus HIV.
Além do número de incidências da doença, que apresentou um acréscimo principalmente em 2010, há outros dados que chamam a atenção. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Coletiva, da Universidade Federal da Bahia, com 1241 pessoas, 50% dos pacientes de HIV Aids têm acesso tardio aos serviços de saúde, o que diminui a expectativa de vida. Outros 40,3% levam até três meses para ter a primeira consulta médica e apenas um quarto chega aos serviços públicos de saúde, um mês após o diagnóstico.
A coordenadora da pesquisa, a cientista baiana Inês Dourado, afirma que o acesso tardio é hoje uma das principais preocupações na luta contra a epidemia de Aids. “Tem impacto no curso clínico da infecção, na efetividade do tratamento, na qualidade de vida dos pacientes, no risco de morte e nos custos para o sistema de saúde”, disse.
Foi o que aconteceu com a desempregada que se identificou apenas como Roberta. Ela disse ao UOL que suspeitava que era portadora do vírus, mas só confirmou o diagnóstico após ter sido internada por conta de uma insuficiência respiratória. Situação parecida ocorreu com o irmão do professor Alecsandro Silva. “Ele morreu porque não sabia da doença e não se tratou. Se soubesse logo, poderia sobreviver e se tratar com os coquetéis de medicamentos”, acredita. 
A cientista, que nesta semana está recebendo a professora americana Sofia Gruskin, da Universidade de Havard, recomenda que sejam realizados esforços adicionais para assegurar a disponibilidade de serviços de diagnóstico precoce da infecção com mecanismos que garantam a referência para os serviços de assistência em HIV/Aids em Salvador. Ela também sugere o aumento do número de serviços especializados em assistência a para pessoas que vivem com a doença na capital baiana e maior disponibilidade de informações sobre diagnóstico e assistência.
Medo do teste
Apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico gratuito através de testes realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) de forma anônima. Entretanto, a falta de informação é um dos maiores aliados do acesso tardio ao tratamento da doença, segundo a coordenadora de DST/Aids da Secretaria da Saúde do Estado, Jeane Magnavita. "Outro fator é o medo que o paciente tem de fazer o teste", afirmou. 
Magnavita alerta ainda para um fenômeno que ocorre desde o início dos anos 2000 que é a negligência - principalmente dos mais jovens - no que se refere ao uso de preservativos. "Com a difusão das informações de que os coquetéis de medicamentos ampliam a expectativa de vida dos portadores de HIV, muita gente deixou de usar camisinha. As pessoas estão achando que a Aids não mata, mas ela continua sendo uma doença letal", explica.
Acessado em 14/12/2011 às 11:00

Em Curitiba, paciente recebe primeiro transplante duplo de fígado de doadores vivos


Integralmente custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o transplante hepático com dois doadores vivos (duplo transplante) passará a ser rotina no Hospital Angelina Caron, na região metropolitana de Curitiba, após o êxito da primeira cirurgia desse tipo, realizada no último dia 25 de novembro, mas só divulgada agora.
O paciente, o aposentado Darci Moacir Bladt, de 52 anos, que desenvolveu uma cirrose por consumo excessivo de álcool, recebeu parte do fígado do seu filho, Natanael Bladt Filho, de 22 anos e da sua sobrinha, Julian Bladt, de 26 anos. Darci ainda está internado e seu estado de saúde, segundo os médicos, é muito bom. Os doadores já receberam alta hospitalar. “Quando a gente tem um problema desses na família, não quer esperar, porque esperar uma doação é como receber o prêmio de uma loteria”, disse Natanael.
Há um ano, os parentes de Darci Bladt procuravam, entre eles, alguém com o mesmo tipo sanguíneo para doar uma parte do fígado. Depois de alguns exames, não encontraram um fígado de tamanho compatível.
A cirrose não tem tratamento e as complicações da doença podem evoluir rapidamente, de forma fatal. No transplante intervivos convencional são doados 60% do fígado do doador, desde que essa parte temha a proporção de 0,8% a 1% do peso do receptor. Assim, um paciente cirrótico, com peso aproximado de 70 quilos (kg), precisa da doação de um fígado em torno de 560 a 700 gramas. Darci tinha sobrepeso, perfil comum a uma boa parte dos pacientes hepáticos. Pesando 86 kg, ele precisaria de um fígado de cerca de 860 gramas.
Isoladamente, os médicos informaram que Natanael e Julian nada podiam fazer, pois não tinham volume de tecido hepático adequado, em margens seguras para garantir o sucesso da cirurgia e a sobrevida do receptor.
A cirurgia, de alta complexidade, teve duração de 17 horas e foi realizada pelos médicos João Eduardo Nicoluzzi, chefe do Serviço de Transplante do Hospital Angelina Caron e Mauro Roberto Monteiro, chefe do Serviço de Hepatologia do hospital. Foram necessárias três salas cirúrgicas e a participação de 15 profissionais. Ao mesmo tempo em que era feita a remoção da parte esquerda do fígado dos doadores, a hepatectomia, Darci recebia os novos órgãos.
Segundo Monteiro, a inédita técnica usada na cirurgia de Darci é rotineira no Hospital Asan, que fica na Coreia do Sul, centro de referência em transplante hepático e pioneiro na realização de transplante duplo com dois doadores. “Agora, no Paraná, [esse tipo de transplante] passa a ser integralmente custeado pelo sistema público, uma vez que o hospital é cadastrado como centro de referência em transplantes pelo Ministério da Saúde e a técnica passa a ser mais uma opção para casos em que, muitas vezes, não vemos saída”, disse o médico.
Ainda em recuperação, Darci se diz orgulhoso de ter sido o primeiro paciente a receber um transplante hepático com dois doadores vivos. “O doutor Nicoluzzi me disse que devo deixar o hospital nesta sexta-feira [16]. Saio aliviado depois de permanecer por quase 20 dias internado. Mas, principalmente, saio gratificado. Entrei com poucas chances de viver, hoje tenho duas vidas dentro de mim. Se alguém perguntar o que eu vou fazer amanhã ou depois de amanhã só tenho a dizer uma coisa: agradecer. Pelo filho e pela sobrinha especial, pela minha esposa, pelo carinho que recebi aqui nesse hospital. Ouvi dizer que a minha cirurgia é inédita. Me sinto orgulhoso em fazer parte dessa história" disse à Agência Brasil.
Acessado em 14/12/2011 às 10:30

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O que causa mais ciúmes: traição sexual ou emocional?


Recentemente revi um filme que fez muito sucesso em 2004/2005: “Perto Demais” (“Closer”)1. O enredo desse filme trata da mulher de um médico dermatologista que desenvolve um caso com um escritor principiante. Este caso começou quando ela estava separada do marido anterior e ainda não havia se envolvido com o médico. Ela é uma fotógrafa bem sucedida e vai fotografar o escritor para ilustrar a capa do seu livro, que está para ser lançado, e acaba se envolvendo com ele. Durante o período mostrado no filme, eles continuam o caso, embora agora ela já esteja casada com o médico e o escritor, com uma moça que já foi stripper.
O mais interessante dessa história,  para este artigo, é a estratégia ardilosa do médico para reaver a esposa e se vingar do escritor: ele pressiona a ex-esposa para dormir com ele pela última vez. Ele argumenta que ela deve-lhe isso pelo tempo que o enganou, para que ele deixe de procurá-la e, principalmente, para que ele lhe conceda o divorcio. Ela cede. Ele também procura a ex do escritor, que a esta altura havia voltado à profissão de stripper, e consegue dormir com ela. Assim tira a possibilidade do escritor se consolar com a sua ex quando quando ele perder a mulher do médico!
O médico calcula, acertadamente, que essas duas mulheres não deixarão de revelar para o escritor, no devido tempo, que dormiram com ele e que o escritor vai querer saber os detalhes sexuais desses episódios. Elas, como não sabem da importância da traição sexual para os homens e porque são sinceras, contarão tudo, o tornará inviáveis os seus relacionamentos com o escritor (Não vou contar aqui outros detalhes para não tirar o seu prazer de assistir esse filme).
O ponto desse filme que quero ressaltar aqui é a importância da traição sexual para os homens. O médico sabe induzir direitinho esse tipo de traição  nas duas mulheres que parecem não se darem conta do quanto isso afetará o escritor e acabam por confessar-lhe o ocorrido e, o que é pior, relatam todos detalhes sexuais dos encontros.
Este filme ressalta indiretamente uma pergunta cuja resposta tem sido bastante pesquisada, mas que ainda está sujeita a polêmicas: “Os homens geralmente têm mais ciúmes da traição sexual e as mulheres, da afetiva?”.
Existem diversos estudos sobre este fenômeno. Em um deles, David Buss e colaboradores2 procuraram avaliar as reações de homens e mulheres diante de uma traição sexual e de uma traição afetiva. Pediu aos participantes da pesquisa que imaginassem duas situações: na primeira o parceiro estava praticando sexo com uma rival e na segunda, ele estava se envolvendo afetivamente com ela. Para avaliar as reações a estas duas situações, os pesquisadores entrevistaram os participantes após imaginarem cada um destes tipos de traição e monitorarem varias de suas reações fisiológicas (usaram eletrocardiogramas, eletroencefalogramas, medidores de pressão etc.) enquanto imaginavam seus parceiros cometendo cada um dos dois tipos de traições.
Os participantes apresentaram fortes reações aos dois tipos de traição. No entanto, os homens tendiam a reagir mais fortemente à traição sexual e as mulheres, à afetiva.
No meu consultório tenho observado um padrão claro de reações de homens e mulheres traídos: quando são os homens que traem, as suas mulheres tentam determinar, arduamente, quanto de envolvimento houve, quão ameaçadora é a rival (bonita) e se o parceiro pretende deixá-las pela amante. Os homens que traem e não pretendem deixar o relacionamento tentam passar a versão que foi só sexo, o que na maior parte das vezes é verdade. Quando são as mulheres que traem, seus parceiros ficam obcecados pela traição sexual e dão bem menos importância para o envolvimento afetivo. Eles ficam obcecados pelos detalhes sexuais da traição e elas, muitas vezes, ingenuamente os relatam, principalmente por não calcular o impacto que isso terá nos parceiros. 
A traição feminina é considerada mais perigosa do que a masculina para a sobrevivência do relacionamento porque ela geralmente envolve as duas coisas: afeto e sexo, ao passo que a masculina muitas vezes envolve apenas a atração sexual. Essa diferença ocorre porque as mulheres geralmente só traem com alguém por quem sentem alguma coisa e que tem características para serem seus parceiros para outros tipos de relacionamentos.
A teoria que melhor explica o maior grau de preocupação masculina com a traição sexual de a feminina, com a traição afetiva é a teoria psicobiológica que vamos examinar agora.

Homens são obcecados pela traição sexual e as mulheres, pela afetiva

Segundo a teoria psicobiológica, o que explica esta obsessão masculina pela traição sexual da parceira é a incerteza da paternidade: o homem nunca está seguro que é o pai. Caso o homem não se preocupasse com a fidelidade sexual da esposa, ele correria sérios riscos de investir todos os seus esforços em filhos de outros homens e não nos seus próprios filhos. Aqueles homens que agissem assim provavelmente não passariam os seus próprios genes para as gerações seguintes. Mesmo que estas preocupações estejam presentes, ainda assim existem estimativas, calculadas através de testes genéticos de paternidade, que cerca de 10% das crianças não são filhas dos pais presumidos. Os autores da teoria psicobiológica afirmam que esta preocupação com a paternidade está instalada nos genes, pois aqueles homens que não a possuíam não deixram descendentes.
As mulheres, por outro lado, quase nunca têm dúvidas de que são as mães de seus bebês (a troca de bebês em hospitais não existia naquela época!). Suas preocupações säo de outro tipo: elas se preocupam com a possibilidade dos seus maridos se envolverem com outras mulheres, o que aumentaria as chances deles as abandonarem para ficar com o novo amor e, desta forma, cessarem ou diminuirem suas contribuições para a criação dos filhos que tiveram juntos (no Brasil, quase noventa por cento dos filhos ficam sob a guarda das mulheres quando há separação).
Além dessas possíveis motivações biológicas, a sociedade também amplifica os significados da traição sexual por parte das mulheres e das traições afetivas por parte dos homens. As condenações cruéis e cruentas que as mulheres são submetidas em várias sociedades quando säo pegas traindo são um exemplo desse tipo de amplificação.
Portanto, o médico do filme “Perto Demais”, soube como tornar intolerável para o escritor o seu relacionamento com as duas mulheres: acionou nele o pior dos ciúmes para um homem – a traição sexual.  O fato das mulheres revelarem todos os detalhes do sexo que praticaram com o médico tornou tais traições ainda mais insuportáveis para o escritor.
Notas:
1.  1.  Filme: “Perto Demais”. Título original: (Closer)Lançamento: 2004 (EUA)
Direção: Mike NicholsAtores: Julia Roberts, Natalie PortmanJude LawClive Owen, Jaclynn Tiffany Brown.
2. Buss, M. D. (2000). A Paixão Perigosa. São Paulo, Editora Objetiva (ver pesquisas sobre este tema no capítulo 3: “Ciúmes em Marte e Vênus”

Acessado em 13/12/2011 às 12:34

Descoberta nova doença causada por mosquitos.


Cientistas suecos descobriram uma nova doença que é transmitida ao homem pela picada de mosquitos. A enfermidade é causada pela bactériaNeoehrlichia mikurensis, descoberta em 2004 em ratos e pernilongos na ilha de Mikura, no Japão.
De 2004 para cá, foram descritos oito casos da nova doença ao redor do mundo, sendo três deles na Suécia. Os principais sintomas são diarreia, febre e perda temporária de consciência, além da ocorrência de trombose, uma situação potencialmente fatal em pacientes com sistema fragilizado. O tratamento é feito a base de antibióticos.
Acessado em 13/12/2011 às 13h

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Alzheimer revertida pela primeira vez

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.
Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.
Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.
Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.
O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.
Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano.
Assim, colocaram elétrodos perto do fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo, aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.
Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.
Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida a doença.
Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.

Fonte: http://ateliedocuidado.com.br/2011/11/alzheimer-revertida-pela-primeira-vez/
 Acessado em 30/11/2011 às 20:27

sábado, 5 de novembro de 2011

Veja como orientar os usuários de insulina para o descarte adequado de resíduos

Fonte: 
Coren-SP
No Brasil, o descarte de material usado por usuários de insulina na autoaplicação domiciliar é realizado de forma inadequada. A constatação, de acordo com a enfermeira Silvia Carla da Silva André, é fácil de ser feita no dia-a-dia do profissional. Em sua experiência no Núcleo de Saúde da Família (NSF) de Bom Jesus da Penha-MG, ela notou que os usuários de insulina não tinham a “mínima orientação sobre o que fazer com os resíduos da aplicação”.
A pesquisa de mestrado de Silvia na USP de Ribeirão Preto investigou exatamente a realidade do manejo de resíduos perfurocortantes e de origem química e biológica em domicílios de pessoas com diabetes melittus, usuários de insulina. A pesquisa foi desenvolvida com 26 entrevistados no NSF de Ribeirão Preto-SP.
Na forma mais comum de descarte de seringas, lancetas, fitas reagentes e frascos de insulina, os usuários usaram garrafas PET, embalagem considerada inadequada pela Associação Americana de Diabetes (ADA). “Mas o maior problema”, afirma Silvia, “é o número expressivo de usuários que descartam esses resíduos no lixo domiciliar comum”.

Acima: Descarte de resíduos de autoaplicação de insulina em embalagem de amaciante
Lacunas na legislação
De acordo com Silvia, a principal causa do descarte incorreto é a lacuna existente na legislação, que consiste principalmente da RDC 306/2004 da Anvisa e da Resolução 358/2005 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Elas deixam margem para o manejo inadequado dos resíduos gerados em domicílio e entregues nos serviços de saúde. “Associado a essa lacuna, existe também a falta de orientação, que deveria ser feita pelos profissionais de saúde”, afirma Silva. “O profissional geralmente tem o olhar biomédico e curativista voltado para a doença, e não, como é o ideal, uma visão holística do usuário, que incluiria um olhar sobre o ambiente, que também influi nas condições de vida e nos indicadores de saúde”.
Os riscos ambientais envolvem a contaminação do solo e da água, uma vez que no Brasil mais de 50% do lixo tem como disposição final o “lixão”. Os riscos sociais envolvem acidentes com os resíduos perfurocortantes, pelos catadores, tanto nos lixões quanto na coleta residencial.
A ADA, de acordo com Silvia, recomenda que se descartem os resíduos de serviços de saúde em recipientes rígidos e com abertura larga. Os recipientes devem ser feitos de plástico mais rígido que o da garrafa PET, como o de embalagens de amaciante.
A medida em grande parte anula os riscos de contaminação. “Os agentes infecciosos mais preocupantes na prática do descarte inadequado são os vírus da Hepatite B, Hepatite C e o HIV, mas os das hepatites são os que mais preocupam, pelo fato de o vírus da Hepatite B sobreviver até 7 dias no ambiente externo e o vírus da Hepatite C, de 16 horas a 4 dias”.
Em conformidade com a legislação brasileira, os resíduos recolhidos nos serviços de saúde passam por tratamento, seja por autoclave, microondas ou ETD, para posteriormente terem como disposição final os aterros sanitários.

Acima: Sílvia Carla da Silva André (esquerda) e sua orientadora na USP de Ribeirão, Angela Takayanagui
A função da Enfermagem
Por ensinar a autoapliacação e o armazenamento correto da insulina ao usuário e por acompanhá-lo nas consultas de enfermagem, o enfermeiro, de acordo com Silvia, deve “despertar a vontade de autocuidado do usuário, deve dialogar com ele”. De acordo com sua pesquisa, apenas 61,5% dos entrevistados afirmaram ter recebido algum tipo de orientação de algum serviço de saúde.
Uma das formas de educar indiretamente é estabelecer protocolos para entrega e recebimento de seringas nas farmácias das unidades de saúde, o que melhoraria o controle sobre o material gerado em domicílio.
Outra medida é encorajar a reutilização da seringa. Em Ribeirão Preto, por exemplo, Silvia afirma que o protocolo recomenda 4 aplicações com cada seringa para os usuários de um só tipo de insulina, e 2 aplicações para os que utilizam 2 tipos de insulina.
Os riscos na reutilização são vários e devem ficar claros: a lubrificação da agulha é perdida aos poucos, tornando as aplicações mais dolorosas a cada reutilização; acima das aplicações recomendadas, o local pode sangrar causando hematomas, há a possibilidade de extravasamento da insulina, a ponta da agulha pode ficar com a forma de gancho, causando microtraumas e a insulina que fica na agulha pode cristalizar, bloqueando a passagem de insulina na próxima aplicação.

Enfermeiro acupunturista tem a vantagem da autonomia

Fonte: 
Coren-SP
A aplicação da acupuntura no Brasil foi iniciada há quarenta anos e desde a década de 80, com seu reconhecimento pelo SUS, faz parte da política de saúde pública no país. Desde então, os princípios da medicina tradicional chinesa vêm conquistando prevalência no campo das terapias complementares.
O exercício da acupuntura, de acordo com a portaria 971 de 2006 do Ministério da Saúde, é reservado a profissionais da área de saúde, como fisioterapeutas, médicos e psicólogos, com pós-graduação específica em acupuntura. Nos últimos dois anos, de acordo com Daniel Olcerenko, os enfermeiros se tornaram a maioria dos profissionais nestes cursos. Isso se deve em grande parte à possibilidade, nova para estes profissionais, de montar o seu próprio consultório e aplicar acupuntura sem prescrição médica.
Esta autonomia foi reforçada em 2008, com o reconhecimento da especialidade pelo Coren.
“Na capital de São Paulo, em dois anos, houve aumento de mais de 50% de enfermeiros nas turmas de pós-graduação em acupuntura”, afirma Olcerenko, presidente da Abena, Associação Brasileira de Enfermeiros Acupunturistas. Hoje, os enfermeiros representam até metade dos alunos de uma sala.

Daniel Olcerenko, presidente da Abena (Associação Brasileira dos Enfermeiros Acupunturistas), em palestra no Cape
Acupuntura e enfermagem
Antes da portaria 971, qualquer profissional de qualquer área podia fazer um curso técnico e aplicar acupuntura. Quem perdia era o paciente. “Os princípios da medicina tradicional chinesa, principalmente os da acupuntura, são os que mais combinam com os princípios da Enfermagem pelo fato de trabalhar o indivíduo como um todo”, diz Olcerenko. Desde o levantamento do histórico pessoal até a inserção de agulhas, a acupuntura sistêmica pode ser aplicada em todas as etapas do processo de enfermagem.
“A acupuntura segue o mesmo princípio holístico. Se você tem uma deficiência respiratória é porque algum canal energético do seu corpo a causou. Se o problema é no coração, pode ter sido um problema no braço, através do qual passa um canal energético”.
Olcerenko, que atende seus pacientes em clínica própria há dois anos, explica que o procedimento clínico da acupuntura é idêntico ao do procedimento de enfermagem: “é elaborado um questionário um pouco diferenciado do paciente, que inclui detalhes de infância, hora de nascimento, como ele se veste, o que ele come, de quais cores ele gosta, aparência de fezes, urina e hábitos sexuais. Todos os pacientes que passam pelo meu consultório têm um prontuário, que fica arquivado por um período e só eu, o acupunturista, tenho acesso a ele. O paciente tem um feedback constante”.
Depois de traçado o perfil do paciente, procura-se sua deficiência e cria-se uma meta de consultas, que muda conforme a resposta ao tratamento. Este inclui mais que a inserção de agulhas, o estímulo dos canais de energia através também das técnicas de moxa, ventosa, sangria, reeducação alimentar, de postura e aplicação de terapias complementares, como florais, cromoterapia (uso de estímulos luminosos) e fitoterapia (uso de chás e infusões). “Realmente dá resultado”, diz Olcerenko. “Pessoas já cansadas de tratamentos que agridem o organismo procuram algo mais natural. A acupuntura não tem contraindicação”.
Os canais de energia
A acupuntura foi desenvolvida há mais de 5000 anos na China, onde utilizavam-se espinhas de peixe como modo de estimular os chamados pontos de acupuntura, pontos de estimulação neurorreativas. A acupuntura moderna usa material estéril, descartável, mas os seus princípios e valores são os mesmos.
De acordo com Olcerenko, “temos canais energéticos no corpo, que traduzindo para a medicina ocidental representam um órgão. O canal do pulmão, o canal do coração, etc. Se você tem aumento, estagnação ou deficiência de energia em um canal, terá algum problema, que a medicina ocidental chama de doença. Posso ter dor de cabeça, esterilidade, estresse, sobrepeso”.
Os canais energéticos do corpo são trabalhados para desbloqueio, diminuição, estimulação ou sedação. O estímulo pode ser feito por um canal próximo, como foi o caso de uma paciente de Olcerenko que tinha muita dificuldade em emagrecer e manter o peso. “Como a acupuntura trabalha a saúde de forma mais pausada, mais lenta, demora-se mais para obter o resultado, mas ele é mais duradouro”. A paciente ficou 20 quilos mais magra em cerca de 6 meses, com base em tratamento que combinava acupuntura (canais do baço, pâncreas e estômago) e fitoterapia, e está esbelta até hoje.
“Há um trabalho especial com alimentos”, diz Olcerenko. “O paciente tem que seguir algumas orientações desde o princípio. Ela começa colocando maior diversidade de alimentos no seu prato, ela colore o prato. E cada tipo de alimento não deve ultrapassar o que cabe na palma de sua mão”.
Integridade
Em um bom curso de pós-graduação em acupuntura, fazem parte do currículo várias técnicas que aprimoram o uso das agulhas. A principal delas, com aplicação no SUS, é a auriculoterapia, a inserção de pequenas sementes ou agulhas (de 1 mm) sobre a superfície da orelha. Para a medicina chinesa, a orelha é o microssistema representativo do homem, e através dela é possível estimular virtualmente todas as partes do corpo. De acordo com Olcerenko, “a auricoloterapia dá sustentabilidade para o paciente ao longo da semana, no intervalo entre as sessões de acupuntura”. A aplicação é recoberta por um pequeno esparadrapo micropore, para que a agulha ou esferas não caiam ou entrem no ouvido durante a semana.
O profissional pode se especializar apenas em auriculoterapia em sua pós-graduação, mas este não é um requisito para aplicá-la. O profissional, independente de seu grau de formação, pode simplesmente fazer um curso de 20 a 40 horas de duração e trabalhar como profissional liberal.
Mas a pós-graduação oferece uma formação mais completa, o que segue o princípio de integridade da saúde humana (veja na tabela quais os cuidados ao procurar um bom curso de pós-graduação em acupuntura).
No SUS, a auricoloterapia e a acupuntura são pagos à instituição através de reembolso. “Melhor ainda para o enfermeiro”, afirma Olcerenko, “é montar o seu consultório de acupuntura e atender o seu paciente, atuar desvinculado de um hospital e de jornadas de trabalho”.
Autonomia
De acordo com a legislação do Estado de São Paulo, o enfermeiro com pós-graduação em acupuntura se inscreve como profissional liberal na prefeitura, tira o seu CCM (Cadastro de Contribuintes Mobiliários) e já pode exercer a profissão regularmente. Ele também pode pedir o registro da sua especialidade junto à Abena. “É mais benquisto quando ele tem o registro da especialidade reconhecido. Caso o enfermeiro se matricule em curso que não cumpra os requisitos do Ministério, ele trabalha ilegalmente perante os olhos do Coren e do Cofen e não conseguirá a certificação da Abena”, afirma Olcerenko.
Além da clínica própria, o enfermeiro acupunturista pode trabalhar em postos e escolas com a estrutura correta de acordo com os padrões de vigilância sanitária (descarte de perfuro cortantes, presença de lixo branco, etc). Nos hospitais, pela falta de profissionais formados em acupuntura, ele geralmente exercerá outras funções além da acupuntura, como aplicação de curativo e consultas de enfermagem.
Ao escolher o caminho da autonomia, o profissional terá algumas dificuldades trabalhistas. Olcerenko recomenda que o enfermeiro acupunturista busque um serviço alternativo registrado para que ele possa ter também os benefícios de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
“Dentro da enfermagem, é um dos ramos em que o enfermeiro tem maior autonomia enquanto profissional liberal. O mercado está bem deficiente de enfermeiros acupunturistas”.
Precauções ao escolher um curso de pós-graduação em acupuntura
O curso deve ter duração mínima de 2 anos, com carga horária nunca inferior a 1200 horas, sendo no mínimo um terço dessas horas dedicadas a atividades teóricas (Resolução Cofen 283/2003, artigo 2º).
O conteúdo programático do curso deve incluir teoria e prática (com estágio e trabalho de conclusão de curso). A Abena defende que haja disciplinas curriculares específicas de técnicas complementares, como moxa, ventosa, sangria, cromoterapia, fitoterapia e florais.
Para se matricular em algum desses cursos, o profissional precisa apresentar o seu registro do Coren. Há cursos que aceitam alunos sem sequer a certificação de conclusão de curso. Esta é uma prática ilegal e caracteriza um curso oportunista.
Por enquanto, apenas o curso de pós-graduação do CETN tem o reconhecimento do ABENA. Há vários outros cursos em processo de avaliação. De acordo com Olcerenko, “o enfermeiro tem facilidades por ter se formado em um curso reconhecido”. Mas o essencial é que o curso obedeça a portaria do Ministério da Saúde.
A lista atualizada dos cursos aprovados, bem como a legislação correlata, podem ser consultados no site www.abenanacional.com.br.

sábado, 27 de agosto de 2011

Ministério da Saúde vai substituir vacina oral contra poliomielite

Fonte: 
Veja On Line
O Ministério da Saúde vai substituir a vacina oral contra a poliomielite, a Sabin, pelo imunizante injetável. O motivo da troca, que já foi feita em outras partes do mundo, é que a forma injetável é produzida com o vírus morto, ou inativado, portanto mais segura. Oficialmente, o ministério não tem prazo para o início da transição, mas divulgou informe técnico para as secretarias de Estado de Saúde alertando para a mudança em 2012. O documento recomenda ações intensificadas de imunização "de modo a alcançarem coberturas vacinais de no mínimo 95%" e promete a apresentação da nova estratégia para este semestre.
"A Sociedade de Imunizações já espera essa troca há muito tempo e já vinha recomendando o uso da vacina inativada. É uma mudança que já ocorreu em todos os países desenvolvidos, mas não é uma mudança simples", afirma a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim-RJ).
A vacina oral é feita com o vírus atenuado. Apesar de raro, há o risco de infecção por esse vírus, que provoca a pólio vacinal - doença causada pela própria vacina. "É preciso ressaltar que o benefício da pólio oral é muito grande. A poliomielite é uma doença transmissível, que incapacita e até mata. Mas há o risco de um caso para 800 mil doses de provocar a pólio vacinal. Se nós temos uma vacina mais segura, devemos usá-la", defende Isabella.
Embora não esteja disponível nos postos de saúde, a vacina inativada já é encontrada nas clínicas particulares. "É uma vacina segura. Nas clínicas, é oferecida conjugada a outras vacinas, como a DTP (difteria, tétano e coqueluche), com hemófilos tipo b (contra meningite) e hepatite B. Acredito que o ministério vá seguir a mesma estratégia. Se isso ocorrer, não deve haver resistência da população a mais uma vacina injetável", avalia o médico Alberto Chebabo, chefe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias do Hospital Universitário da UFRJ.
De acordo com Isabella, os países que já fizeram a transição das gotinhas para a injetável optaram por oferecer a nova vacina nas duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses. As demais - aos 6 e aos 15 meses, além das doses de reforço, nas campanhas - são da vacina tradicional, na forma oral. "As duas primeiras doses com a vacina usando vírus inativado já garante a proteção contra o vírus da pólio, inclusive o vacinal", explica.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que a incorporação de novas vacinas "segue critérios que são avaliados por grupos de trabalho formados por especialistas. Eles avaliam a tecnologia, custo benefício, custo efetividade, além do impacto epidemiológico, imunológico e logístico. Essa análise ainda depende de capacidade produtiva dos laboratórios e capacitação de profissionais".

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Centro de Especialidades da Secretaria da Saúde inaugura Serviço de Endoscopia em Ribeirão Preto SP

A partir de segunda-feira a população contará com moderno serviço de endoscopia

Foto: Tiago Morgan

Sala de Endoscopia do Centro de Referências em Especialidades que começa a funcionar nesta segunda-feira, dia 15

Será inaugurado na segunda-feira, dia 15, o Serviço de Endoscopia do Centro de Referencia de Especialidades da Secretaria Municipal de Saúde, onde serão realizados os exames de Endoscopia Digestiva Alta. Este serviço foi estruturado nos moldes atuais e rigorosos de exigências da Vigilância Sanitária, desde a estrutura física até os mínimos detalhes como desinfecção, esterilização de material e uso de materiais descartáveis. As medidas geram segurança tanto para os profissionais que realizam o procedimento como para o usuário (paciente) que será submetido ao exame.
O procedimento é bastante seguro, realizado com anestesia local na garganta e sedação endovenosa para melhorar a tolerância ao exame. As indicações para o exame consistem basicamente em todas as doenças do esôfago, estomago e duodeno; tais como, gastrite, esofagite, úlceras, câncer de esôfago, câncer de estômago, hérnia de hiato, doenças infecciosas que acometem esses órgãos.
Durante a realização do exame é possível a colheita de material para análise histopatológica; isto é, biópsia para analise microscópica do órgão em investigação.
A estruturação física e funcional do Serviço de Endoscopia Digestiva do Centro de Referência de Especialidades, juntamente com a observação da rigorosa legislação da Vigilância Sanitária; possibilitam a constatação de que é possível se construir serviços de excelência nos Serviços Públicos. Os exames serão realizados por solicitação médica e agendados pelo Complexo Regulador da Secretaria Municipal da Saúde.
Fonte: SMS Ribeirão Preto SP

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Circulação do vírus da dengue muda em Ribeirão Preto

A vigilância do vírus da dengue em Ribeirão Preto (interior de São Paulo) ganhou agilidade com a utilização de um teste realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. A infecção é rapidamente detectada em amostras de sangue pela identificação de uma proteína presente durante a multiplicação dos vírus. A técnica, utilizada na cidade há dois anos, permitiu identificar uma mudança no tipo de vírus predominante na população infectada. O vírus do tipo 1 passou a ser o mais comum, superando os tipos 2 e 3.
A dengue é causada por quatro tipos de vírus (sorotipos 1,2,3 e 4), que provocam doenças semelhantes, desde infecções assintomáticas até distúrbios mais graves (dengue hemorrágica). “A pessoa que teve dengue nunca mais terá a doença provocada pelo mesmo tipo de vírus que a infectou”, afirma o médico e professor da FMRP, Benedito Antonio Lopes da Fonseca, que coordena os estudos. “No entanto, se o paciente for infectado por outro tipo de vírus, pode haver maior risco de desenvolver uma forma mais grave da doença, por isso é importante determinar qual sorotipo está circulando em uma determinada região”.
Para identificar a dengue é utilizado um teste rápido que identifica a proteína NS1, que aparece quando o vírus está se replicando, indicando que a pessoa está doente. Desde 2009, cada um dos cinco Distritos de Saúde de Ribeirão Preto (interior de São Paulo) fornece diariamente cinco amostras de sangue para o Laboratório de Virologia Molecular da FMRP, que realiza o teste para detectar a proteína NS1. “Todos os resultados, positivos ou negativos para o vírus, são encaminhados no mesmo dia para a Secretaria de Municipal da Saúde”, aponta Fonseca. “Embora a identificação do tipo de vírus envolva um processo mais demorado, até o final de cada semana esse resultado é disponibilizado”.
Ao longo de dois anos, os exames mostraram uma mudança nos tipos de vírus que circulam em Ribeirão Preto. “Em 2009 foram identificados três sorotipos, com predominância dos tipos 2 e 3”, conta o médico. “A partir de 2010, passou a predominar o tipo 1, que permanece até hoje, evidenciando a movimentação do vírus, com um dos tipos tomando o lugar de outros”.
Mudanças
Novos estudos serão necessários para verificar as razões das mudanças no tipo de vírus da dengue predominante em Ribeirão Preto. “Uma das hipóteses diz respeito a mudanças no mosquito Aedes aegypti que levam a predominância”, aponta o médico. “Também é possível que tenha acontecido um esgotamento no número de pessoas ainda suscetíveis a doença, mas isso também deve ser verificado em pesquisas”.
As informações fornecidas para a Secretaria de Saúde são encaminhadas para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que são orientadas a reforçarem a hidratação dos pacientes com dengue. “É possível que o paciente com suspeita dengue já tenha desenvolvido a doença no passado e a hidratação precoce e vigorosa pode prevenir o aparecimento das formas graves da doença”, diz Fonseca. “O médico que está atendendo um paciente não tem como saber se houve infecção prévia, a não ser que o paciente forneça essa informação”.
O vírus da dengue (partícula viral) é composto por três tipos essenciais de proteínas e durante o processo de replicação são produzidas outras sete proteínas, chamadas de Não Estruturais (NS), entre as quais se encontra a NS1. “Devido ao fato de só estar presente durante a replicação, ela serve como um marcador de infecção ativa”, conta o professor. “Dessa forma, foi desenvolvido um teste rápido para o diagnóstico da dengue com base na identificação da NS1, o que tem nos ajudado muito tanto na prática clínica como em investigações virolócicas e epidemiológicas”.
Os resultados da vigilância virológica foram reunidos em artigo científico que foi apresentado em um congresso sobre doenças tropicais negligenciadas em Boston (Estados Unidos), realizado no último mês de julho. “É um trabalho de pesquisa aplicada, que contribui diretamente para a implementação dos serviços de saúde”, conclui o professor.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/08/03/circulacao-do-virus-da-dengue-muda-em-ribeirao-preto.jhtm
Acessaro em 4/8/11 às 22:40

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Internet possibilita novas formas de atendimento em psicoterapia

"Os atendimentos realizados nos moldes clássicos têm seus próprios limites, limites esses que restringem o acesso da população ao atendimento psicológico de modo geral: seja por razões financeiras (tratamento custoso) ou geográficas (existem muitas cidades sem profissionais de psicologia). A internet pode ser aproveitada para a criação de novos métodos de atendimento que acolham essas demandas até aqui não atendidas, além de permitir a criação de novos recursos não disponíveis nos atendimentos presenciais" Em que passo está a psicologia brasileira em relação à sua inclusão na internet?
Vamos começar nossa reflexão expondo um rápido panorama da evolução desse processo. A internet comercial chegou ao Brasil em 1995 em escala inicial muito restrita. Além da maior parte das pessoas não ter acesso (por não possuír o equipamento necessário ou em razão do alto custo da assinatura na época), a velocidade de conexão (discada) era muito baixa, o que desestimulava mesmo quem conseguia ter acesso. Além disso, o próprio uso da WEB e seus potenciais eram desconhecidos para a quase totalidade dos brasileiros. Mas, aos poucos, as pessoas começaram a se apropriar da internet e suas possíveis aplicações, na medida em que novas vias de acesso foram surgindo.

Com essa popularização, a internet passou a fazer parte do cotidiano de grande parte da população e, consequentemente, passou a integrar o imaginário das pessoas. Assim, ideias, fantasias e desejos foram criados sobre a sua utilização, tanto em formas mais realista, quanto em formas de uso fantasiosas.

A interação humana na internet tem sido muitas vezes vista como acontecendo em um plano paralelo à vida real, como se a vida virtual fosse “falsa” ou contraditória à vida real. A vida virtual é um complemento à “vida real”, e não um mundo em contradição àquele. Muito dessa visão vem da crença de que as pessoas mentem nesse universo, de que relações virtuais ali estabelecidas são dissimuladas e inevitavelmente superficiais e “descartáveis”. Claro que isso ocorre frequentemente, mas também existe na WEB muito trabalho sério e criativo.

Aparentemente, a questão principal envolvida nesse “pré-conceito” é a falta de vivência efetiva sobre o que é a internet e sobre as inúmeras possibilidades que ela pode oferecer à criatividade humana. Muitos psicólogos e estudantes de psicologia, inseridos nessa mesma sociedade, também partilham dessa imagem social negativa a respeito da internet. Assim, se o atendimento psicológico tem como propósito a busca pela verdade da pessoa, como seria possível acontecer esse atendimento em um meio “falso”?

Em primeiro lugar, é necessário saber que se pode ser sério e verdadeiro online, tanto por parte de quem pede atendimento como por quem atende. No NPPI, oferecemos orientação psicológica via e-mail há cerca de treze anos e nesse serviço temos acolhido pessoas com questões sérias, às quais respondemos com a mesma seriedade. Constatamos também o compromisso e o alto grau de investimento emocional realizado por quem nos escreve. Não descartamos a possibilidade de alguém ter “testado” nosso serviço, inventando alguma história apenas para verificar que resposta receberia em retorno. Mas, se esse tipo de atitude eventualmente ocorreu, por parte de algum internauta, foi certamente um fato irrelevante em meio ao significativo número de pessoas que, por exemplo, muitas vezes nos retorna com uma mensagem de agradecimento pela ajuda prestada, o que nos demonstra a pertinência e efetividade do atendimento realizado.

Em segundo lugar, é preciso diferenciar “psicoterapia via WEB” de outras formas de atendimento psicológico medidos por computadores. A simples transposição das formas já reconhecidas de psicoterapia para o meio virtual é uma possibilidade geralmente temida pelos psicólogos, com certa razão. Tal transposição seria, na nossa visão, uma aplicação simplista e temerária do conhecimento psicológico já desenvolvido e validado para o meio “presencial”; uma vez que o universo virtual tem suas próprias regras de contato e formas de interação.

No entanto, no momento seria precoce afirmar que é impossível a realização de psicoterapia via WEB, pois são necessárias mais pesquisas para se conhecer melhor a dinâmica que ocorre entre terapeuta e cliente nesse meio, bem como suas implicações. Mas, hoje já visualizamos (e experimentamos) outros tipos de intervenções psicológicas viáveis e efetivas como, por exemplo, orientações focadas (na área clínica), as assessorias (na área organizacional), além daquelas pertinentes à educação à distância.

Há ainda o problema da falta até do conhecimento sobre os serviços psicológicos hoje já existentes. Percebemos a surpresa dos nossos alunos quando tomam conhecimento dessas modalidades. Esse desconhecimento indica que os cursos de graduação em Psicologia de modo geral ainda desconhecem essas possibilidades.

Os atendimentos realizados nos moldes clássicos têm seus próprios limites, limites esses que restringem o acesso da população ao atendimento psicológico de modo geral: seja por razões financeiras (tratamento custoso) ou geográficas (existem muitas cidades sem profissionais de psicologia). A internet pode ser aproveitada para a criação de novos métodos de atendimento que acolham essas demandas até aqui não atendidas, além de permitir a criação de novos recursos não disponíveis nos atendimentos presenciais. Há ainda por fim a possibilidade de se integrar a tecnologia para atendimentos presenciais, como o uso de softwares com fins terapêuticos, testes informatizados, além da criação de formulários eletrônicos que facilitem a organização de dados e a pesquisa epidemiológica.

Em suma, todo um novo campo se abre para a Psicologia na WEB, campo esse que pode e deve ser ocupado pelas novas gerações de psicólogos em beneficio da população atendida.
Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/psicoinfo.htm
Acessado em 11/07/2011 às 18:44

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Novas diretrizes ampliam faixa etária para rastreamento do câncer de colo de útero

Fonte: 
Agência Saúde


O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, lançou, em 04 de julho, as novas diretrizes nacionais para o rastreamento do Câncer do Coloco de Útero. De acordo com a nova orientação, foi ampliada a faixa etária da população a ser submetida ao exame preventivo. Antes, os exames eram realizados em mulheres de 25 a 59 anos. A partir das novas diretrizes, a faixa foi ampliada para até 64 anos de idade.
As novas diretrizes recomendam ainda que o intervalo entre os exames deva ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual. Os exames preventivos devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos, nos últimos cinco anos. No caso das mulheres, com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame, devem ser feitos dois preventivos com intervalo de um a três anos. Se os dois resultados forem negativos, essas mulheres poderão ser dispensadas de exames adicionais. A ampliação da faixa etária para o rastreamento do câncer do colo do útero segue a tendência internacional relacionada ao aumento da longevidade. Hoje as brasileiras têm expectativa de vida até os 76 anos.
Incidência
O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama. Também é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos, conforme as estimativas de câncer do INCA.
Para conhecer o texto das novas diretrizes para rastreamento do câncer de colo de útero, acesse a página do Instituto Nacional do Câncer http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Diretrizes_rastreamento_cancer_col...

Por que gostamos tanto de fofoca?

Se você perguntar, ninguém diz que gosta de fofoca, muito menos daquelas que denigrem a imagem de alguém. Isso é o que dizem. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Northeastern, nos EUA, a fofoca negativa desperta o interesse de nosso cérebro, inconscientemente.
1066564 60279004 300x225 Por que gostamos tanto de fofoca?  “Geralmente, assumimos que o que você vê influencia como você se sente. Aqui está um caso em que o que você sente sobre alguém influencia como você vê”, diz a autora do estudo, Lisa Feldman Barrett.
Segundo a autora, o objetivo do estudo foi entender até que ponto os sentimentos podem mudar a percepção de alguém. “E uma das formas mais rápidas e potentes de mudar os sentimentos de alguém é a fofoca”, explica. Para chegar aos resultados, Lisa e sua equipe realizaram dois experimentos. No primeiro momento, os participantes viram rostos de desconhecidos com feições neutras emparelhados com fofocas negativas, positivas ou neutras.
Em seguida, os pesquisadores analisaram como os cérebros dos voluntários responderiam a diferentes tipos de informação. Eles fizeram isso mostrando duas imagens aleatórias – um rosto e uma casa, por exemplo – uma imagem para o olho esquerdo e outra para o olho direito. Estas imagens diferentes causam uma reação chamada rivalidade binocular. O cérebro humano só pode lidar com uma das imagens de cada vez. Por isso, inconscientemente, tende a focar e prolongar-se no que considera mais importante.
O resultado: os cérebros dos participantes eram mais propensos a fixar a visão nos rostos associados com fofocas negativas do que com a imagem aleatória ou as faces associadas a fofocas positivas ou neutras, ou outros rostos que não fizeram parte do estudo anterior.
Para a pesquisadora, os resultados são relevantes uma vez que as pessoas não enxergam o mundo através apenas de seus sentidos externos, mas seus sentimentos também influenciam o modo como vemos o mundo. “Isto sugere que, se o nosso cérebro decide inconscientemente o que vamos observar, nós não conseguimos ser realmente objetivos no que vemos”, explica Lisa.
Fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/07/07/por-que-gostamos-tanto-de-fofoca/
Acessado em 07/07/2011 às 16:31

terça-feira, 5 de julho de 2011

Veto ao SUS afetará 3.500, diz Santa Casa de Ribeirão Preto

A Santa Casa de Ribeirão Preto estima que a interrupção dos atendimentos do SUS (Sistema Único de Saúde) possa afetar ao menos 3.500 pacientes por mês.
Médicos do hospital anunciaram na última sexta-feira que não atenderão mais procedimentos e consultas eletivas (não urgentes) a partir do próximo dia 29.
O objetivo da suspensão é pressionar a prefeitura a repassar R$ 380 mil referentes aos atendimentos de maio.
Segundo a superintendente do hospital, Eliana Fogaça, a prefeitura deve um total de R$ 3 milhões para a Santa Casa. O valor corresponde a repasses do convênio para atendimento do SUS e a internações de procedimentos de 2009 a 2011.
"Os médicos estão sem receber desde abril. Buscamos agenda com a prefeita para equacionar o problema durante três meses, mas não conseguimos", diz Eliana.
Dos 248 leitos da Santa Casa, 70% são destinados ao atendimento via SUS -o restante é de convênios
particulares. O hospital atende 1,3 milhão de pacientes de Ribeirão e da região.

Segundo a superintendente, o aviso sobre a paralisação dos atendimentos foi protocolado na prefeitura na
última sexta, mas, até ontem, a administração não havia se manifestado sobre a questão.

Representantes da Santa Casa devem se reunir hoje com o ministro Alexandre Padilha (Saúde), em Brasília, para pedir complementação de repasses.
A Secretaria da Saúde informou, por meio de nota, que os repasses do SUS seguem ordem cronológica
estabelecida por lei e que a indignação dos médicos é com a direção da Santa Casa e não com a prefeitura.

Ainda segundo a pasta, a Santa Casa deve aos cofres municipais R$ 7 milhões pelo recolhimento do lixo
hospitalar. Na nota, a prefeitura disse "estranhar" o fato de o hospital buscar a imprensa antes de conversar com administração municipal.

Segundo Eliana Fogaça, a Santa Casa não nega que deve à prefeitura pelo recolhimento do lixo, mas questiona o valor informado pela administração. "O valor é de cerca de R$ 5 milhões referentes ao período entre 2000 e 2007", afirma.
Fonte: 
Folha de S. Paulo

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fitofotodermatose: saiba quais são as substâncias que em contato com o sol mancham a pele

FitofotodermatoseO que é a fitofotodermatose?
Fitofotodermatose é uma dermatose manifestada por contato com agentes químicos produzidos ou eliminados por plantas que, quando entram em contato com a pele (e esta permanecendo em exposição solar), promovem um processo inflamatório e até queimaduras na cútis. Lembro que as fotodermatoses não são causadas apenas por plantas, mas também por cosméticos e medicações de uso oral que podem promover sensibilização na pele quando se está exposto aos raios solares.

São determinadas substâncias que mancham a pele?
Na verdade não é a substância que queima a pele, e sim todo o processo, que, após ser desencadeado, gera na grande maioria das vezes manchas escuras denominadas hipercromias pós-traumáticas. Ou seja, após um dano e com ausência de uma proteção solar adequada, a pele fica escura.

A reação da substância na pele em contato com o sol varia de pessoa para pessoa?
O que varia é a intensidade ou o tempo de exposição e o agente causador da agressão. Por exemplo, a folha de figo causa uma queimadura mais grave que o sumo da laranja, porém, se ficar por menos tempo que uma pessoa que entrou em contato com o sumo da laranja, pode-se ter uma reação mais branda.

Como prevenir?
Nunca entrar em contato com algumas plantas quando estiver ao sol. São elas: laranja, limão, lima-da-pérsia, tangerina, figo. Se isso não for possível, lavar as mãos ou as outras áreas atingidas com água e sabão imediatamente e aplicar em seguida o filtro solar.

Como é o tratamento?
O tratamento está firmado no uso frequente de protetores solares, agentes despigmentantes e laser.

Que locais do corpo estão mais susceptíveis às manchas?
As áreas mais atingidas são os membros superiores, porém também é muito comum o acometimento dos membros inferiores e do abdome.
Fonte:  http://idmed.uol.com.br/saude-de-a-z/fitofotodermatose-saiba-quais-sao-as-substancias-que-em-contato-com-o-sol-mancham-a-pele.html
Acessado em 28/07/2011 às 15:50