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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Alzheimer revertida pela primeira vez

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.
Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.
Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.
Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.
O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.
Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano.
Assim, colocaram elétrodos perto do fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo, aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.
Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.
Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida a doença.
Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.

Fonte: http://ateliedocuidado.com.br/2011/11/alzheimer-revertida-pela-primeira-vez/
 Acessado em 30/11/2011 às 20:27

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sete dicas para prevenir Alzheimer

"Com redução de 25% nos sete fatores, três milhões de casos poderiam ser evitados, indica estudo"
Um estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, concluiu que a metade dos casos da doença de Alzheimer no mundo estão relacionados a falta de qualidade de vida.

Com uma redução de 25% nos sete fatores de risco pode-se evitar até três milhões de casos.
Os fatores definidos pelos americanos são:
1- não fumar;
2- ter uma dieta saudável;
3 - prevenir o diabetes;
4- controlar a pressão arterial;
5 - combater a depressão;
6 - fazer mais atividades físicas;
7- aumentar o nível de educação.

Acessado em 02/08/2011 às 12:11

sábado, 30 de julho de 2011

Alzheimer, conheça um pouco mais

cerebroPesquisa aponta o baixo estímulo cognitivo como principal fator de risco para o Alzheimer

Um estudo divulgado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (Paris) e publicado pelo periódico Lancet Neurology aponta que metade dos casos de doença de Alzheimer no mundo pode ser atribuída a sete diferentes fatores de risco:
1) tabagismo;
2) sedentarismo;
3) baixo estímulo cognitivo;
4) hipertensão arterial;
5) diabetes;
6) obesidade;
7) depressão.

A pesquisa ainda demonstrou que o fator que tem maior associação com a doença é o baixo estímulo cognitivo ao longo da vida, seguido pelo tabagismo e sedentarismo.
Calcula-se que 15% da população mundial nunca frequentou a escola e outros 25% não passaram do ensino fundamental. No Brasil, o analfabetismo está na ordem de 10%, mas na região Nordeste esse índice chega a quase 20%. É bom lembrar que um baixo estímulo cognitivo anda de mãos dadas com a pobreza e afeta o cérebro de forma bem precoce.
A pobreza é reconhecida como um dos principais fatores que contribuem para o número de pessoas com retardo mental ao redor do mundo. Em países desenvolvidos, a prevalência de retardo mental situa-se em torno de 3-5/1.000 indivíduos, enquanto em países pobres encontramos uma prevalência que chega a ser cinco vezes maior. Estima-se que cerca de 200 milhões de crianças menores de cinco anos em países subdesenvolvidos não atingem seu pleno potencial de desenvolvimento cognitivo devido a condições associadas à pobreza, que por sua vez está por trás de dois dos principais fatores de risco para o retardo mental: deficiência nutricional e de estímulo cerebral. Uma revisão sobre o assunto publicada pela Academia Americana de Neurologia em agosto de 2008 intitula o problema como uma epidemia neurológica escondida. Do ponto de vista de saúde pública, a pobreza tem um impacto sobre o estado neurológico muito maior que a grande maioria das doenças neurológicas com suas organizadas sociedades médicas e associações de pacientes, e com seus medicamentos que movem o business da saúde.
O Banco Mundial reconhece que, dentre todas as intervenções em saúde, o controle da desnutrição pode ser considerado a intervenção que apresenta melhor custo-benefício. E os primeiros anos de vida de uma criança são os mais vulneráveis para o cérebro, começando a contar desde o primeiro dia da concepção, na barriga da mãe. A mãe precisa comer bem! Todo mundo tem que comer bem. E uma coisa puxa a outra. Crianças desnutridas têm menor chance de chegar à escola, e quando chegam têm maior chance de evasão.

Fonte: http://idmed.uol.com.br/saude-de-a-z/doenca-de-alzheimer-estimular-o-cerebro-auxilia-na-prevencao.html
Acessado em 30/07/2011 às 18:53

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dançar pode ajudar na prevenção de demência, indica estudo

"Estudos epidemiológicos sugerem que a atividade física regular pode prevenir o declínio cognitivo e demência na meia-idade. Um desses estudos mostrou que a dança, uma atividade aeróbica, foi associado com risco menor de desenvolver demência" Considerando o crescente número de pessoas com demência em idade avançada e uma eficácia limitada de tratamentos farmacológicos, a identificação de medidas preventivas eficazes é um grande desafio.
Os fatores de risco não modificáveis para a demência são a idade e a predisposição genética. A literatura científica sugere que o estilo de vida em períodos (anos) anteriores à manifestação da doença pode influenciar o risco da doença. Nesse sentido mudanças nos padrões alimentares e atividades física e mental regular podem reduzir o risco de doença da Alzheimer.

O propósito deste assunto foi enfatizar os dados de um estudo recente publicado numa revista de geriatria (International Journal of Geriatric Psychiatry) que avaliou as atitudes e motivações de pessoas com idades entre 50-65 anos em relação a “manter um cérebro ativo” (1).

Nessa pesquisa, as pessoas com maior motivação em manter o cérebro ativo por meio de diferentes atividades foram as mulheres. Pessoas que usavam novas técnicas para treinar o sistema nervoso central, assim como aqueles com maior nível sócioeconômico e que citaram a prevenção de demência ou perda de memória como uma motivação para essa mudança eram especificamente os mais jovens dessa pesquisa (entre 50-54 anos). A motivação de "manter o cérebro ativo 'também foi associado a pessoas que faziam palavras cruzadas, quebra-cabeças, etc.

Podemos considerar que a atividade física tem um papel importante nesse contexto. Recentemente, estudos mostraram que pessoas sem demência com maiores níveis de atividade física apresentavam níveis mais baixos de biomarcadores da doença da Alzheimer (2) e menor risco de mortalidade (3).

Estudos epidemiológicos sugerem que a atividade física regular pode prevenir o declínio cognitivo e demência na meia-idade. Um desses estudos mostrou que a dança, uma atividade aeróbica, foi associado com risco menor de desenvolver demência. Outro achado interessante foi mostrado por outro trabalho recente relatando que pessoas com condição cardiorrespiratória mais baixa nos estágios iniciais da doença de Alzheimer apresentam maior progressão da doença(2).

A adesão aos programas de exercício físico tem mostrado facilitar a eficácia e longevidade do desempenho cognitivo em idosos. Vários mecanismos e uma série de fatores moderadores confirmam a utilidade de atividade física realizada desde o início da vida (infância e adolescência) e mantido durante a vida adulta.

Isso é um alerta aos fatores de estilo de vida que influenciam o risco de doenças crônicas: um problema importante de saúde pública.
1- Bowes A, McCabe L, Wilson M, Craig D. 'Keeping your brain active': the activities of people aged 50-65?years. Int J Geriatr Psychiatry. 2011 May 2.
2- Liang KY, Mintun MA, Fagan AM, Goate AM, Bugg JM, Holtzman DM, Morris JC, Head D. Exercise and Alzheimer's disease biomarkers in cognitively normal older adults. Ann Neurol. 2010 Sep;68(3):311-8
3- Scarmeas N, Luchsinger JA, Brickman AM, Cosentino S, Schupf N, Xin-Tang M, Gu Y, Stern Y. Physical activity and Alzheimer disease course. Am J Geriatr Psychiatry. 2011 May;19(5):471-81
4- Vidoni ED, Honea RA, Billinger SA, Swerdlow RH, Burns JM. Cardiorespiratory fitness is associated with atrophy in Alzheimer's and aging over 2 years. Neurobiol Aging. 2011 Apr 30.

domingo, 10 de julho de 2011

Bem-estar na aposentadoria: É preciso transformar e criar

"A escola também por muitos anos e talvez até hoje, contribuiu para a formação de indivíduos moldados e treinados para o trabalho assalariado com a maneira mais desejável para a realização do ser humano. E o resultado final ao longo da vida é a aposentadoria ou o não trabalho" A aposentadoria coincide com a entrada na Terceira Idade e para muitos idosos é muito difícil encarar a falta de rotina do trabalho quando se aposenta. Sem contar que a aposentadoria e os idosos, na atual sociedade de consumo, fazem parte de um segmento da população desvalorizado que é vista por muitos como improdutivo e que apenas aumenta gastos do Estado, com aposentadoria, atenção, saúde e entre outros cuidados.
E os aposentados, sem o trabalho a que se dedicaram durante longos anos de suas vidas, quase sempre, desenvolvem sintomas depressivos devido às dificuldades de refazerem seus projetos de vida.
Ciclo de vida

O que acontece para melhor entendermos a relação trabalho, aposentadoria e envelhecimento é que ao falarmos de envelhecimento e velhice temos que falar de ciclo de vida, ou seja, precisamos lembrar que se envelhece como se vive. Ciclo de vida é um conjunto de experiências acumuladas pelas sucessivas gerações em relação com a sociedade em que se vive. Então, os idosos de hoje foram disciplinados, socializados para a efetiva representação de papéis sociais que a sociedade esperava deles. Ou seja, desempenhar papéis e tarefas modeladoras no mundo do trabalho, numa forma capitalista de produção.

Os contextos sociais, econômicos e culturais nos quais os indivíduos estão inseridos influenciam a maneira como estes percebem e vivem o evento da aposentadoria. Através de histórias de vida, pode-se entender um pouco como cada pessoa viveu a vida e como internalizou os valores que a sociedade lhes impôs ao longo dos anos em que trabalharam.

A escola também por muitos anos e talvez até hoje, contribuiu para a formação de indivíduos moldados e treinados para o trabalho assalariado com a maneira mais desejável para a realização do ser humano. E o resultado final ao longo da vida é a aposentadoria ou o não trabalho, acarretando uma ruptura do vínculo social sem planejamento.
Aposentadoria

A aposentadoria é uma invenção moderna, criada nos fins do século XIX, na Alemanha. Seu conceito foi ampliado conforme a implantação do Estado do Bem-estar Social, nos países industrializados. A aposentadoria, como parte do processo de desengajamento do trabalho, apresenta aos trabalhadores o tempo livre como recompensa. Entretanto, os sistemas de aposentadoria se apresentam com o objetivo de garantir a renovação de mão-de-obra, e assim reserva aos mais velhos os papéis sociais de baixo 'status'.

A falta de planejamento para a aposentadoria faz com que a sociedade veja ainda os velhos como pessoas que 'teimam' em manter suas competências profissionais. O desengajamento sem planejamento e revisão de projetos de vida, traz baixa autoestima aos aposentados e a tendência de acharem que o momento social que estão passando – o evento da aposentadoria - é um fracasso social. Tudo isso é fruto de um processo, de uma construção social ao longo de gerações.

O trabalho de tempo integral, rotineiro, repetitivo e controlador, quase sempre não possibilita que o trabalhador desenvolva outras atividades ao longo da vida, seja ela profissional ou de lazer, que sirva para facilitar a vida após a aposentadoria.
É sempre tempo de criar e de transformar

Mas o ser humano é por natureza um ser criativo, consciente de suas habilidades e capaz de refazer sua história, seus projetos e planejar a vida mesmo com muitos anos já vividos. A ideologia dominante imposta aos seres humanos pela educação, pelos valores culturais e pela determinação de papéis sociais, não consegue abafar a capacidade de transformação do ser humano.

Assim, a aposentadoria pode se apresentar como um momento de reconstrução de novos investimentos e de novas descobertas. Torna-se importante o planejamento pré-aposentadoria, a conscientização do evento em si e elaboração de projetos de aproveitamento pós-aposentadoria. Aproveitamento do tempo livre, projetos criativos elaborados a partir da conscientização da situação de sujeito socialmente construído, mas com capacidade de ser ativo e alcançar a velhice bem-sucedida, sem depressão, sem solidão, sem sentimento de inutilidade, engendrando novas práticas de vida para serem e sentirem valorizados.

A escola também deve ter como missão pedagógica, formar indivíduos preparados com novas habilidades, novas competências necessárias à nova realidade. Pessoas capazes de criar, compreender o mundo em que vivem e saber julgar e refletir, a ponto de saberem redefinir papéis e reconstruir projetos de vida.
Seria então a aposentadoria um tempo de se transformar? Pode ser que sim ou não. Vai depender do que se deseja fazer de si mesmo.

Todo mundo pode a partir da tomada de consciência de sua história de vida construída socialmente, pode lançar mão de projetos de bem viver. Algumas estratégias podem ser adotadas para romper essas amarras que dificultam viver uma aposentadoria tranquila e transformadora. Todas elas dependem da ação de cada um, algumas delas precisam ser negociadas pelas entidades, instituições, associações de funcionários, sindicatos e órgãos de administração de recursos humanos, pelos acordos coletivos de trabalho, pelos centros de convivência e centros de atenção à saúde do idoso, etc.
Procedimentos para adquirir bem-estar na aposentadoria

Algumas ações podem contribuir para o enfrentamento da aposentadoria e ter o envelhecimento como benefício pessoal e não um processo de perdas. São elas:
• Fazer compreender que a o sentimento de menos-valia não é uma responsabilidade das pessoas, mas uma questão social.

• Incentivar a ampliação das relações sociais fora do âmbito do trabalho, como clubes, associações, atividades religiosas, grupos de viagens, esportivos, culturais, de lazer, de voluntariado, etc.

• Incentivar a continuação dos estudos.

• Buscar formas de poupança complementar, orientação nos aspectos sócioeconômicos.

• Prever uma outra atividade que traga prazer e que possa até complementar a renda.

• Promover uma retirada das atividades rotineiras, repetitivas, dedicar-se a outros projetos.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/aposentadoria.htm
Acessado em 10/07/2011 às 17:37

sábado, 9 de julho de 2011

Pequenas mudanças ajudam a melhorar a qualidade de vida, especialmente entre os idosos

Guiados por profissionais, idosos participaram de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, onde tiveram de realizar pequenas – e perenes – mudanças em suas rotinas. Visitar museus com um amigo uma vez por semana, por exemplo, levou a ganhos reais na qualidade de vida, incluindo menor taxa de depressão e aumento da satisfação.
673931 42788689 300x199 Pequenas mudanças ajudam a melhorar a qualidade de vida, especialmente entre os idosos  De acordo com a autora, Florence Clark, o estudo confirma a tendência atual nas estratégias com foco na prevenção de doenças e incapacidades em vez do tratamento, uma vez que a doença já comece a impactar negativamente a saúde da população. “A ênfase agora é a prevenção. Há intervenções não farmacológicas que funcionam”.
Durante seis meses, terapeutas ocupacionais acompanharam 200 participantes com 60 ou mais anos de idade no intuito de deixar a vida deles mais saudável – seja praticando exercícios em academias, em casa ou fazendo uma caminhada.
Os terapeutas também orientaram os idosos para a utilização de transporte público, estimulando-os a sair de casa. “Você é capaz de ir a um museu, você é capaz de ir a um parque… apenas afirmar isto abriu a eles um mundo de oportunidades”, confirma a autora. “Por exemplo, os terapeutas ajudaram uma das participantes que havia tido uma queda feia ao embarcar num ônibus, e por isso havia deixado de sair de casa. Além de voltar a pegar ônibus, ela começou a fazer trabalho voluntário”, comenta.
Para determinar os resultados, a qualidade de vida foi medida com base em alguns indicadores, como saúde física, mental, bem-estar social e satisfação com a vida. Os participantes do programa foram comparados com um grupo controle, que não recebeu a intervenção.
Embora os dois grupos apresentassem um início mais ou menos equivalente, o grupo de intervenção logo destacou uma melhora significativa na diminuição da dor e depressão, melhorando a vitalidade, função social, saúde mental e satisfação com a vida em geral de seus participantes.
No final da primeira fase, o grupo controle recebeu o mesmo tratamento que tinha sido dado ao grupo de intervenção – e fez progressos idênticos.
“Embora as pessoas estejam vivendo mais, é importante que elas também vivam melhor. Fazer mudanças positivas na forma como vivemos a cada dia e manter essas mudanças em longo prazo é fundamental para manter a independência e garantir um envelhecimento saudável”, conclui.
Fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/07/09/pequenas-mudancas-ajudam-a-melhorar-a-qualidade-de-vida-especialmente-entre-os-idosos/
Acessado em 09/07/2011 às 18:56

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Como se proteger da demência na velhice?

Se proteger contra a demência e outros transtornos cognitivos na velhice deve começar durante a meia-idade, sugere uma série de estudos sobre o problema e que dão algumas indicações sobre como o aprendizado contínuo e exercícios moderados podem proteger a saúde do cérebro.
957924 200925321 300x200 Como se proteger da demência na velhice?  Na meia-idade, a maioria dos adultos tem suas funções cognitivas estáveis. Mas de acordo com um estudo feito por Sherry Willis e Warner Schaie, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, entre 10% e 15% das pessoas entre 46 e 60 anos podem demonstrar um declínio significante da cognição, enquanto uma porcentagem similar trilhou o caminho inverso e demonstrou melhoras.
Um denominador comum entre aqueles que tiveram sua cognição afetada negativamente eram condições de saúde como a hipertensão, apontam Schaie e Willis. Esses dois grupos – com e sem hipertensão – apresentavam diferenças no tamanho dos cérebros. Aqueles com declínio cognitivo tinham um cérebro menor, dizem os pesquisadores, que também sugerem que aproximadamente 25% dos adultos com esse tipo de problema cognitivo tinham uma piora significativa na cognição aos 75 anos.
Controlando a situação
Outra pesquisa, feita por Margie Lachman, da Universidade de Brandeis, nos EUA, indicou também que a memória e outras habilidades cognitivas não são inevitáveis ou irreversíveis e há uma grande variação na magnitude dessas perdas e diversos padrões de mudança.
Lachman tirou suas conclusões a partir de dados de um estudo amplo com pessoas de meia-idade e sugere que indivíduos com maior controle sobre suas vidas, atividades físicas e intelectuais são mais propensos a serem mais felizes e com melhor saúde. Essa sensação de controle está ligada a uma melhor memória e funções intelectuais, especialmente em idades mais avançadas.
Mas como a sensação de controle pode ajudar a evitar o declínio cognitivo? Adultos mais velhos que têm lapsos de memória ou piora na saúde física podem ter a percepção de perda de controle dos processos ao seu redor. Se essa sensação é acompanhada de estresse e ansiedade, isso pode interferir na sua própria performance física e mental e, aos poucos, eles deixam de procurar estratégias alternativas que possam ajudá-los a compensar o declínio na saúde como um todo. Lachman agora trabalha em um estudo sobre como identificar os fatores que contribuem para a manutenção da sensação de controle.
“Estamos interessados em identificar fatores que possam ser modificados e que possam fazer a diferença no declínio cognitivo na velhice. Queremos saber quem está mais apto ou não a ter uma boa memória na idade avançada e por quê?”, diz Lachman.
Até o momento, as evidências mostram uma clara relação entre melhor funcionamento cognitivo e maior nível de educação e rotinas de exercícios físicos, explica a pesquisadora. Pessoas que ficaram mais tempo estudando são mais propensas a identificar estratégias adaptativas para as mudanças naturais na cognição.
E pesquisas já demonstraram que o exercício físico ajuda a estimular a criação de novas conexões neurais. Um estudo de 2007, publicado no periódico The Proceedings of the National Academy of Sciences (Vol. 104, nº 13), usou exames de ressonância magnética e chegou à conclusão de que atividades físicas moderadas estimulam as conexões neurais em áreas do cérebro responsáveis pela memória.
Resultados similares sugerem que pessoas com baixo nível educacional também podem compensar esse fator com um aumento do tempo dedicado aos exercícios e se engajando em atividades mentalmente estimulantes e desafiadoras. A estimulação cognitiva pode ajudá-los a chegar ao mesmo patamar adaptativo daqueles com maior nível educacional.
Criando uma reserva cognitiva
Mais evidências do poder protetor que o tempo de aprendizado, ou nível de educação, tem no cérebro foram indicadas por um trabalho de Yaakov Stern, da Universidade de Columbia. Seu estudo sugere que pessoas com maiores quocientes de inteligência, maior nível educacional, profissionais que usavam habilidades mentais complexas e aqueles que tinham atividades de lazer rotineiras tinham riscos reduzidos de desenvolverem a doença de Alzheimer.
Em 2006, a metanálise feita por Stern foi publicada no periódico Alzheimer’s Disease and Related Disorders (Vol. 20, nº 2), e os resultados sugerem que esses fatores indicados anteriormente podem providenciar uma chamada “reserva cognitiva”, ou seja, a habilidade de lidar com prováveis danos neurais usando mecanismos mentais que trabalhariam em encontrar novas rotas e formas de processar as informações para contornar áreas no cérebro com problemas.
Essa reserva poderia ser reflexo também do tamanho do cérebro – que varia de indivíduo para indivíduo – ou número de neurônios, pontua Stern. Essa capacidade extra poderia ser um fator que ajudaria certos indivíduos a manter suas habilidades cognitivas por mais tempo sem mostrar sinais do Alzheimer ou da demência. O pesquisador também concorda que atividades estimulantes intelectualmente e exercícios físicos também ajudam a criar novos neurônios e mesmo auxiliar na prevenção ou diminuição na velocidade do avanço do Alzheimer.
Saber quando começa
Para aprender mais sobre a progressão do declínio cognitivo, doença de Alzheimer e outras formas de demência, as pesquisas precisam ser constantes e cada vez mais observar quais são os fatores durante a idade adulta que podem fazer a diferença no futuro, diz Martha Storandt, responsável por um grupo de estudos sobre envelhecimento.
“Estudos longitudinais envolvendo pessoas nos estágios iniciais da demência são importantes. É preciso usar o que sabemos para melhorar a forma como se mensura os vários aspectos relacionados à cognição e à memória e aprender a identificar o que pode ou não afetar os estados avançados desse tipo de condição na velhice”, finaliza Storandt.
Fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/06/29/como-se-proteger-da-demencia-na-velhice/
Acessado em 29/06/2011 às 22:34

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cerca de 30% dos idosos sofreram quedas no último ano

Pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em envelhecimento da Universidade Estadual do Rio de Janeiro entrevistaram 847 idosos acima de 65 anos, moradores da Zona Norte do Rio de Janeiro, e constataram que 30% haviam sofrido pelo menos uma queda nos últimos 12 meses.
A pesquisa mostra que as causas dessas quedas variam desde o uso de medicamentos aos pisos inadequados em suas residências. Especialistas lembram que as quedas podem resultar em prejuízos graves para saúde do idoso, mas é possível adotar algumas técnicas para evitá-las. Fique atento às dicas:
- Instalar barras de segurança no box e em volta do vaso sanitário para que o idoso possa se apoiar.
- Colocar pisos antiderrapantes nos cômodos da casa, evitando o uso de tapetes, principalmente ao lado da cama.
- Trocar abajures por luminárias que iluminem bem o ambiente.
- Trocar sapatos com solas escorregadias ou de salto por calçados com boa sustentação na base. Os chinelos de dedo também devem ser evitados.
- Na rua, ter cuidado com calçadas esburacadas e mal iluminadas.
- O idoso que estiver utilizando algum medicamento deve ter atenção redobrada aos efeitos colaterais, que podem causar desequilíbrio ao se levantar.
Fonte: http://blogboasaude.zip.net/arch2011-06-26_2011-07-02.html#2011_06-27_09_12_34-160361991-0
Acessado em 27/06/2011 às 10:51

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Avós e netos: estudo tenta entender os motivos de laços emocionais tão fortes

Segundo o estudo, na sociedade moderna, onde não apenas o pai como também a mãe deve trabalhar fora para garantir o sustento da família, os avós desempenham um papel fundamental na educação de seus netos. Muitos, além do amparo afetivo e psicológico, contribuem financeiramente, investindo dinheiro em seus netos.
Segundo os pesquisadores David Coall, da Universidade Edith Cowan, coautor do estudo com Ralph Hertwind, da Universidade de Basel, a resposta desta relação tão próxima entre avós e netos pode estar na evolução. Para fazer o estudo, Coall e Cowan realizaram uma revisão na literatura disponível sobre o assunto, grande parte com foco no papel dos avós nas comunidades tradicionais antigas. As evidências apontam que famílias que contavam com a assistência dos avós aumentavam as chances de as crianças sobreviverem.
“Sentimos que há uma associação com a sociedade ocidental moderna. Como a taxa de mortalidade infantil é baixa, os avós podem contribuir com os netos em outras esferas”, diz Coall, que acredita que a integração das contas evolutiva, sociológica e econômica são necessárias para explicar completamente os impactos que os avós têm no desenvolvimento de seus netos.
“Há uma escassez de pesquisas sobre este efeito nas sociedades ocidentais modernas”, diz Coall. Ele acredita que para chegar à resposta definitiva do impacto dos avós sobre os netos na sociedade moderna é necessário que pesquisadores dos campos da biologia, psicologia e economia evolucionária contribuam com a área da literatura evolucionária sociológica.
“Os avós deram suporte às famílias no passado, continuam fazendo hoje e, sem dúvida, eles continuarão a contribuir no futuro. Agora precisamos que as disciplinas trabalhem unidas para estabelecer quais os benefícios dessa ajuda no desenvolvimento dos netos. Isso poderia ser simples, como saber que sempre haverá alguém, se você precisar”, finaliza.
Com informações da Association for Psychological Science

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Saúde do Idoso

A população idosa tem crescido a nivel global, principalmente nas últimas décadas. Vive-se mais e esse sempre foi o intuito do ser humano.
Sendo assim nós da DanJoy HomeCare acreditamos no envelhecimento ATIVO e BEM SUCEDIDO!!! E para tanto oferecemos serviços exclusivos para essa sua MELHOR IDADE!

Aconselhamento Nutricional,
Aconselhamento sobre doenças crônicas como Diabetes e Hipertensão, Mal de Alzheimer,AVC (Acidente Vascular Cerebral) conhecido popularmente como derrame, doenças coronarianas, entre tantas outras;
Higiene e Conforto;
Recreação e Lazer.
Plantões de 4, 6, 8, 12 e 24h.

DanJoy HomeCare vem com intuito inovador e integral em assistência domiciliar, pois preza pela qualidade de vida priorizando a Saúde e o Bem Estar.Preconizando práticas de lazer, cultura, socialização, e auto cuidado, sem deixar de lado a eficiência nas técnicas e saberes empregados para o cuidado do cliente.

Colocamo-nos a sua inteira disposição.

Att.

DanJoy HomeCare