DanJoy HomeCare se apresenta ao mercado com uma proposta inovadora de trabalhar de forma HUMANIZADA, com atendimentos personalizados e em DOMICÍLIO, trabalhando em sistema de plantões* ou por procedimentos.

Atendimentos para Crianças, Adultos e Idosos, respeitando as individualidades e características próprias de cada faixa etária.

Atendimento realizado exclusivamente por ENFERMEIROS com nível superior e registro no COREN. Podendo assim avaliar melhor nossos clientes realizando CONSULTAS, DIAGNÓSTICOS e PRESCRIÇÕES de Enfermagem.

Atendemos Ribeirão Preto-SP e toda Região.

Preços promocionais de Inauguração. Entre em contato conosco

(16) 3289 9239

(16) 8194 7991.

Mostrando postagens com marcador Diabetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diabetes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Especial Diabetes: 1 O que é diabetes?


O que é diabetes
No ano de 2010, 6% da população brasileira tinha diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, existem 7,5 milhões de diabéticos no país e 80% deles recebem assistência do SUS.
O diabetes é uma doença do metabolismo de glicose. Os indivíduos diabéticos não conseguem utilizar corretamente a glicose que está no sangue como energia, pois o mecanismo que faz a glicose entrar nas células, para gerar energia, não funciona corretamente. A glicemia (glicose no sangue) de jejum considerada normal é 100 mg/dl, até 126 mg/dl ela está alterada e acima de 126mg/dl há o diagnóstico de diabetes. O tratamentos do diabetes é feito para que a pessoa atinja as metas de glicemia nos diversos momentos do dia
Quando a glicose fica na corrente sanguínea causa uma série de danos por diversos tecidos corporais, e com o tempo nessa condição a pessoa passa a ter uma série de complicações relacionadas à doença. Além disso, o diabético sente fadiga e falta de energia, pois o alimento ingerido transforma-se em glicose, mas não é fornecido para as células. Os sintomas mais comuns do diabetes são muita sede, vontade de urinar diversas vezes, fadiga, dores nas pernas, mau hálito, perda de peso, fome exagerada, vista embaçada, Infecções repetidas na pele e machucados que demoram a cicatrizar.
A insulina é o hormônio secretado pelo pâncreas que facilita a entrada da glicose nas células. Com a ingestão de alimentos, o corpo libera insulina, que vai ajudar na utilização da glicose pelas células e no armazenamento da glicose em excesso na forma de glicogênio e gordura. Na falta da insulina ou quando seu funcionamento está com problemas (resistência à insulina), a glicose não é armazenada e nem utilizada pelas células, fica circulando no corpo até ser eliminada pelos rins.
O pâncreas também produz um hormônio chamado glucagon que tem ação oposta à da insulina, ele favorece a transformação, especialmente pelo fígado, de glicogênio (reserva de energia muito presente no músculo e no fígado) e gorduras em glicose. A produção de glicose pelo fígado também é um fator de aumento da concentração da glicose no sangue dos diabéticos.
Os tipos de diabetes se diferenciam pelo mecanismo responsável pelo aumento da glicemia, existem diversos tipos, mas os principais são:
Tipo 1
O diabético tipo 1 produz pouca ou nenhuma insulina, por isso o seu tratamento deve ser de aplicação de insulina (injeções). No diabetes tipo 1 o sistema imunológico passa a atacar células beta do pâncreas que produzem insulina, como se elas fossem invasores do organismo, isso se chama resposta autoimune.
Existem diversos tipos de doenças autoimunes como esclerose múltipla, lúpus e hipotireoidismo (doença de Hashimoto). Não se sabe exatamente por que o corpo passa a atacar ele mesmo, mas, segundo a Associação Americana de Diabetes (Ada, sigla em inglês), os cientistas encontraram diversos fatores que podem estar ligados ao desenvolvimento de diabetes tipo 1 como genética, viroses, consumo de leite de vaca muito cedo (com 3 ou 4 meses), excesso de radicais livres etc.
A Ada explica que pessoas que têm parentes próximos com diabetes têm maior risco de contrair a doença, mas muitos diabéticos desse tipo não possuem nenhum histórico familiar conhecido. 
Segundo o médico endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, o diabetes tipo 1 se manifesta quando pelo menos 90% das células produtoras de insulina no pâncreas são destruídas. Na maioria dos casos ela acontece em crianças e jovens, sendo rara após os 30 anos. Em geral os pacientes são magros, pois esse tipo de diabetes não está relacionado à gordura corporal.
O aparecimento da doença é repentino, em geral após um período de grande stress ou doença que aumentam a glicemia e fazem com que o pâncreas, que já tinha dificuldades para produzir insulina suficiente em situação normal, não consiga manter o controle glicêmico.
A pessoa passa a apresentar todos os sintomas da doença de forma muito clara e dificilmente demora a procurar ajuda médica e ser diagnosticada. Depois que a doença começa a ter seus sintomas esse diabético precisa de insulina rapidamente ou pode chegar ao coma e óbito.
O diabético tipo 1 produz pouca ou nenhuma insulina, por isso seu tratamento se baseia na aplicação de insulina por injeções subcutâneas com seringa, caneta de aplicação ou bomba de infusão contínua (com um cateter com uma cânula que vai injetando a insulina aos poucos no corpo). A glicemia de jejum considerada normal é 100 mg/dl, até 126 mg/dl ela está alterada e acima de 126mg/dl há o diagnóstico de diabetes.
Segundo a Associação Americana de Diabetes (Ada, sigla em inglês) a insulina é necessária em duas situações:
Basal: nos momentos de jejum, quando o fígado produz glicose e as células do corpo precisam retirar essa glicose da corrente sanguínea para gerar energia, para isso o corpo de uma pessoa sem diabetes libera constantemente pequenas quantidades de insulina para cobrir essa necessidade do corpo.
Bolus: quando o alimento é ingerido, um sinal indica ao pâncreas a quantidade de insulina que deve ser produzida. Em um organismo normal, essa insulina produzida manterá a glicemia normal; na pessoa com diabetes, a insulina externa deve fazer esse papel. Geralmente a quantidade de insulina de bolus é calculada pela quantidade de carboidratos ingeridos (presente em massas, grãos, doces etc.).
Existem diversos tipos de insulinas que são diferenciadas pelo tempo de ação e pelo tempo que demoram para apresentar seu pico de ação (momento de ação máxima). A insulina para a aplicação é medida em unidades e cada ml de insulina no Brasil tem 100 unidades (essa medida pode ser diferente em outros países, mas há um movimento pela padronização da medida).
As insulinas mais antigas são as chamadas insulinas humanas, que têm composição semelhante a da insulina encontrada no corpo. Essas são as únicas fornecidas pelo SUS na farmácia popular e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pelo país. As insulinas humanas existentes no Brasil são:
Insulina NPH: insulina basal que possui um pico de ação grande, podendo ser usada para o bolus também. Ela começa a agir de duas a quatro horas após a aplicação, tem o pico de ação entre quatro e 10 horas e para de agir entre 14h e 18h depois de aplicada. Esta insulina deve ser misturada antes da aplicação com movimentos lentos de giro do vidro conforme indicado na bula. O grupo inglês de pesquisa (que mantém um curso para diabéticos do tipo 1 aprenderem a manter a glicemia sob controle com maior liberdade alimentar) Dafne (Dose Adjustment For Normal Eating, "ajuste de dose para uma alimentação normal" em tradução livre) afirma que o tratamento com insulina NPH tem mostrado melhores resultados do que com as insulinas ultra lentas. 
Insulina regular (insulina humana de ação rápida): é uma insulina utilizada para o bolus. Tem ação mais rápida que a da NPH e dura menos tempo no organismo. Age em meia hora, e, por isso, permite um pico de glicemia se for aplicada junto com a refeição, por isso ela geralmente é aplicada de meia hora a uma hora antes. Esta insulina foi substituída pelas ultrarrápidas que agem mais rápido e duram menos tempo no corpo, diminuindo a possibilidade de hipoglicemias depois da digestão do alimento. Ela começa a agir entre 30 e 60 minutos depois de aplicada, tem seu pico de ação entre duas e três horas e para de agir entre cinco e oito horas depois de sua aplicação.
O tratamento insulínico requer um grande cuidado para diagnosticar o aumento e a diminuição exagerada da glicose no sangue. É importante que os diabéticos tipo 1 tenham um medidor chamado glicosímetro, que pode calcular a glicemia pela medição de uma gota de sangue tirada da ponta do dedo.
Na maioria das cidades do Brasil o glicosímetro, as tiras de medição e as lancetas para furar o dedo para tirar o sangue são fornecidos gratuitamente pelas prefeituras nas UBS (com verba da prefeitura, dos estado e do governo federal). As tiras de medição são descartáveis e costumam ser mais caras que o próprio aparelho.
Tipo 2
No diabetes tipo 2 a produção de insulina é geralmente normal, mas, segundo Salles, o organismo não consegue utilizá-la, elevando os níveis de glicose no sangue. Sua incidência é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, em sua maioria acima do peso ou obesos, mas vem aumentando nos indivíduos mais jovens, e está intimamente ligado aos hábitos de vida. 
É comum que os indivíduos com diabetes tenham peso acima do ideal, colesterol alto e pressão alta, mas existem exceções. Segundo Salles, o tipo 2 corresponde a 90% dos casos de diabetes. 
Nesse tipo de diabetes a insulina produzida pelo corpo é normal (com exceção de raros casos em que a insulina produzida é defeituosa), mas os receptores da insulina são defeituosos ou em número insuficiente, eles são os responsáveis por levar o sinal para a abertura da entrada de glicose na célula.
Segundo a Ada, no início da doença o pâncreas ainda consegue produzir mais insulina para superar a resistência das células, mas com o tempo a insulina passa a não ser suficiente para manter a glicose sanguínea em níveis normais, por isso o aumento da glicemia sanguínea é gradual, o paciente pode ter a doença por anos sem perceber.
Não se sabe por que, mas após anos de diabetes tipo 2 o pâncreas diminui a quantidade de insulina produzida (que no início é até maior do que a de uma indivíduo normal) sendo muitas vezes necessária a aplicação de insulina para complementar a que é produzida pelo pâncreas.
Em diabéticos obesos, a diminuição do peso se mostrou eficiente no controle da glicemia, muitas vezes fazendo com que o paciente não necessite mais de outros tratamentos. Por isso a cirurgia de redução do estômago tem sido utilizada também para "curar" o diabetes em indivíduos obesos, mas só o fato de ter diabetes não significa que esta cirurgia seja indicada, outros fatores precisam ser avaliados pelo médico.
Os tratamentos para esse tipo de diabetes vão desde dieta e exercício (a perda de peso e os exercícios aumentam a sensibilidade à insulina), até medicamentos orais e insulina injetável. Mas a dieta e os exercícios têm papel fundamental no tratamento desse diabético, mesmo que sejam utilizadas medicações e insulina.
Este tipo de diabetes não é comum em crianças e jovens, mas, com o aumento da obesidade entre os mais jovens ela está passando a ser diagnosticada em indivíduos cada vez mais novos. Como os sintomas são leves, é recomendável que quem possui histórico familiar de diabetes tipo 2, quem tem mais de 40 anos e quem está acima do peso faça exames preventivos pelo menos uma vez por ano.
Os medicamentos orais para diabetes tipo 2 são classificados pela sua classe terapêutica (remédios que possuem características semelhantes de ação). O médico ira decidir qual medicamento ou combinação de medicamentos pelo resultado dos exames de glicemia de jejum e hemoglobina glicada, além dos hábitos de vida. No caso do tratamento causar muitas hipoglicemias (entenda as hipoglicemias) o médico pode alterar a medicação para melhorar a qualidade de vida do diabético.
Gestacional
Outro tipo mais raro, mas bastante conhecido, é o diabetes gestacional, definida como intolerância a glicose detectada durante a gravidez e bastante similar ao diabetes tipo 2. Segundo Salles, aproximadamente 90% dessas pacientes já têm uma deficiência nos receptores de insulina antes da gestação. Durante a gravidez, seu apetite aumenta, gerando ganho de peso e excesso de insulina
Segundo a Ada, todas as mulheres grávidas possuem algum grau de resistência à insulina que é causada pelos hormônios produzidos pela placenta. Nas mulheres saudáveis, essa resistência é pequena e não causa alterações na glicose sanguínea. Mas quando a resistência passa a alterar a glicemia é chamada de diabetes gestacional. Ela costuma ocorrer entre a 24º e a 28º semana de gravidez, pois é quando a placenta produz uma grande quantidade destes hormônios.
O diabetes gestacional é mais comum em pessoas acima do peso faz com que as mulheres tenham mais risco de apresentar diabetes tipo 2, de cinco a 10 anos após a gravidez. Em geral, a resistência à insulina desaparece depois do parto, mas é necessário um acompanhamento posterior pelo maior risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Se não controlado, o diabetes gestacional causa danos ao feto. O tratamento envolve dieta (acompanhada por um nutricionista), exercícios e insulina (semelhante ao tratamento do tipo 1), pois os medicamentos orais não foram testados ou apresentam riscos durante a gravidez.

Fonte: Uol Saúde
Acessado em 27/06/2011 às 14:20

Especial Diabetes: 2 Alimentação do Diabético


Alimentação do Diabético
A alimentação balanceada é um dos três pilares do tratamento do diabético, junto com o exercício e a medicação. Mas o que é saudável para o diabético é o que é bom para todas as pessoas, diz a nutricionista Maristela Bassi Strufaldi, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ). Os diabéticos devem fazer uma alimentação balanceada normal, contendo carboidratos, proteínas, laticínios, frutas e vegetais
Ela explica que não adianta cortar o açúcar da dieta, pois a glicemia sanguínea é alterada por todos os tipos de carboidratos, além das gorduras e das proteínas, em menor proporção. Além disso, os carboidratos são necessários para fornecer energia para as células e não podem ser eliminados da dieta.
O diabético precisa apenas prestar atenção aos carboidratos ingeridos. Aqueles que utilizam medicação oral ou fazem tratamento apenas com dieta e exercício devem ficar atentos para a quantidade de carboidrato recomendada por refeição (normalmente prescrita pelo nutricionista) e para a qualidade dos carboidratos, quanto mais complexos mais demorada é a transformação do carboidrato em glicose, dando tempo para o corpo conseguir encaminhar a glicose produzida para dentro das células.
Fibras e gorduras monoinsaturadas retardam a absorção no estômago do carboidrato, e, desta forma, ele demora mais para chegar à corrente sanguínea. Assim, o corpo e o medicamento têm mais tempo para agir na utilização da glicose, evitando que a glicemia dê picos após as refeições.
Os usuários de insulina podem fazer dois tipos de tratamento, com doses fixas de insulina - que exigem quantidade fixa carboidratos nas refeições, podendo alterar o alimento, mas o total de carboidratos deve ser o mesmo - ou com a adaptação da dose de insulina para a quantidade de carboidratos ingerida, chamado de contagem de carboidratos. Para estes tratamentos também é importante ingerir alimentos que não causem um aumento muito rápido da glicose sanguínea, dando tempo para a insulina agir.
Em qualquer um dos tipos de tratamento é importante procurar alimentos que ofereçam nutrientes essenciais e não só calorias e carboidratos vazios, como os doces e refrigerantes com açúcar. Os líquidos com altos índices de carboidratos como sucos de fruta coados (sem as fibras da casca e bagaço) e refrigerantes açucarados devem ser evitados, pois a absorção deles é muito rápida, não dando tempo para o corpo e a medicação agirem, causando picos glicêmicos que são prejudiciais ao tratamento.
As gorduras, além de causar ganho de peso, aumentam a glicemia em média quatro horas depois de ingeridas. Esse aumento tardio da glicemia pode confundir o diabético e atrapalhar o controle, já que não associa a ingestão do alimento há tanto tempo com o aumento glicêmico.

Na hora de escolher os alimentos, é importante saber ler o rótulo para tomar uma decisão consciente. Segundo Strufaldi, todas as informações contidas no rótulo são importantes, desde o seu valor calórico até o seu prazo de validade. O importante é saber interpretar as informações descritas.
Lista de ingredientes: a relação de ingredientes de um produto segue a ordem decrescente, isto é, o primeiro ingrediente da lista está em maior quantidade no produto e o último, em menor quantidade. Por isso, se um produto contem açúcar refinado como primeiro ou segundo ingrediente da lista, grande parte dele é composto por esse ingrediente.
Conteúdo líquido: deve indicar a quantidade total do produto contido na embalagem, podendo estar em unidade de massa (quilo) ou volume (litro). É importante para saber a quantidade de porções que existem na embalagem toda, já que a tabela nutricional refere-se normalmente a uma fração da embalagem.
Informação nutricional: nesta tabela deve constar obrigatoriamente valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio. Os demais nutrientes podem ser incluídos de acordo com a preferência do fabricante.
Os valores de referência já pré-determinados pela Anvisa de uma dieta padrão de 2.000  calorias são:
• Valor energético: 2.000 kcal / 8.400kJ;
• Carboidratos: 300g;
• Proteínas: 75g;
• Gorduras Totais: 55g;
• Gorduras Saturadas: 22g;
• Fibra Alimentar: 25g;
• Sódio: 2,4 g;
• Gorduras trans: não há consenso de valor diário
Porção: A porção é quantidade média do alimento a ser consumido por uma pessoa sadia, de forma a manter uma alimentação saudável. É fundamental saber qual o tamanho da porção a quem as informações da embalagem se referem.
Os produtos apresentam, ao lado da quantidade de cada componente, a porcentagem deles em relação a esses valores padrão. Na indicação de porção, é obrigatório o produto informar a medida caseira normalmente utilizada pelo consumidor para medir alimentos. Por exemplo: fatias, unidades, pote, xícaras, copos, colheres de sopa.
O tamanho da porção descrita na embalagem é uma sugestão de quantidade caseira que não excede o que seria considerado uma porção saudável (dentro de uma dieta de 2.000 kcal). Além disso, é a essa porção que os nutrientes impressos na embalagem se referem.
Calorias: O nutricionista pode auxiliar no cálculo das calorias que devem ser consumidas em um dia, baseado em características físicas e de hábitos de vida. Assim, ele determina o valor ideal para manter ou atingir um peso saudável, sem restringir vitaminas e minerais, que são fundamentais para manter a vitalidade, a imunidade e a sua saúde em geral.
Carboidratos: o diabético deve ficar atento à quantidade de carboidratos do alimento para encaixá-lo em seu tratamento. Entretanto, vale ressaltar que ter poucos carboidratos não é indicação de que o alimento é para diabéticos. É preciso avaliar os outros nutrientes, como fibras que retardam a absorção dos carboidratos pelo estômago e outros nutrientes essenciais, evitando os alimentos que tenham muito carboidrato, sem fornecer os nutrientes que o corpo precisa. Além disso, alguns alimentos possuem menor quantidade de carboidratos, mas contém mais gorduras totais e saturadas, que prejudicam a saúde.
Os carboidratos também são importantes quando o diabético tem uma hipoglicemia (efeito colateral do tratamento), nesse caso é preciso priorizar alimentos que façam a glicemia subir rapidamente (leite, bebidas açucaradas ou alimentos com farinhas brancas), é importante ingerir de 15 a 30 gramas de carboidratos e medir a glicemia para saber se houve melhora no quadro.
Proteínas: muitos diabéticos acreditam que podem comer proteínas à vontade, mas elas podem aumentar a glicemia se consumidas em grande quantidade, 30% das proteínas se transforma em glicose no sangue. Em dietas muito ricas em proteína e pobres em carboidratos este índice pode ser maior. A quantidade de proteínas dos alimentos é de especial importância para os diabéticos com complicações renais, em geral o médico indica um consumo máximo diário.
Gorduras totais: parte das gorduras totais ingeridas se transformam em glicose no sangue de três a quatro horas depois da ingestão, além de causar aumento de peso. É importante verificar a quantidade de gordura de todos os alimentos, mas é igualmente importante entender a diferença entre os tipos de gorduras.
Gordura saturada: é a pior gordura, aumenta os níveis de colesterol e o risco cardíaco, a nutricionista recomenda que não se consuma alimentos cuja porção consumida tenha mais do que três gramas desse tipo de gordura.
Gordura insaturada (mono e polinsaturada): São as gorduras benéficas para o coração, elas auxiliam na diminuição do colesterol e diminuem a velocidade de transformação do alimento em glicose. Ela está presente, por exemplo, no azeite de oliva, óleo de canola e nas oleaginosas (nozes, castanhas etc.). Vale ressaltar que elas são calóricas e não devem ser consumidas em excesso, uma colher de sobremesa de azeite na salada é suficiente para fornecer os benefícios desse tipo de gordura.
Gorduras trans: a quantidade de gordura trans deve ser zero ou próximo disso. A partir da década de 80, estudos científicos provaram que a gordura trans é um dos grandes vilões da alimentação moderna, pois além de elevar o LDL (o coleterol ruim), reduz o HDL-colesterol (o bom), favorecendo o surgimento ou o agravamento de doenças cardiovasculares, em paralelo ao aumento da gordura visceral.
Sódio: A quantidade recomendada por dia de sódio é dois gramas e meio, o que equivale a seis gramas de sal. Um sachê de sal fornecido em restaurantes, por exemplo, possui um grama de sal que contém 400 mg de sódio, mais de 16% da quantidade de sódio recomendada para o consumo diário. O sódio aumenta a pressão arterial, favorecendo o aparecimento de doenças cardiovasculares.
Fibras: As fibras aumentam a saciedade, auxiliando no controle do peso. Além disso, elas melhoram a absorção dos carboidratos pelo estômago, prevenindo picos de glicose na corrente sanguínea, dando tempo para o corpo e o medicamento metabolizar a glicose que vai sendo liberada aos poucos na corrente sanguínea. Para os diabéticos é importante que ela esteja presente em todas as refeições para evitar que a glicemia suba rapidamente.
Fonte Uol Saúde
Acessado em 27/06/2011 às 14:28

Especial Diabetes: 3 Diabetes e exercícios físicos


Diabetes e exercícios
Segundo o endocrinologista Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os pilares do tratamento do diabetes são a medicação (oral ou insulina), a alimentação e o exercício, os três devem ser combinados de forma que mantenham o equilíbrio da glicemia. O exercício aumenta a absorção da glicose pelas células, melhora o funcionamento da insulina e ainda ajuda no controle e perda de peso, que é um fatos facilitador do controle glicêmico.
Para a Associação Americana de Diabetes (Ada, sigla em inglês), além de controlar a glicemia, o exercício (especialmente o aeróbio, como a corrida) melhora o funcionamento do coração, pulmão e sistema circulatório - órgãos de risco para o diabético.
O exercício contínuo pode ajudar a diminuir a quantidade de medicamentos e insulina necessários, pois proporciona a retirada de glicose do sangue para produzir energia para a atividade.
Como o exercício reduz a glicose sanguínea, em conjunto com os medicamentos, pode causar a queda da glicemia, chamada de hipoglicemia. A hipoglicemia é um efeito colateral das medicações e da insulina, portanto ela não ocorre em diabéticos tipo 2 em estágio inicial, que se tratam apenas com dieta e exercício.
Os diabéticos que tomam medicamentos para abaixar a glicemia devem sempre estar atentos aos sinais da hipoglicemia que podem ocorrer por vários motivos como excesso de medicação, exercício, alimentação insuficiente etc.
Durante o exercício é necessário ter sempre uma fonte de carboidratos (doce, suco com açúcar, leite, pão, bebidas hidreletrolíticas, carboidrato em gel etc.) para ingerir caso tenha uma hipoglicemia, além de ter por perto um glicosímetro para verificar os níveis de glicose sanguínea antes e depois depois do exercício e, se necessário, até durante.
Caso tenha hipoglicemias constantes durante o exercício ou hipoglicemias graves, normalmente o médico pode indicar a redução da medicação que age no momento do exercício ou a ingestão de carboidratos durante a atividade. Outra dica é avisar pessoas que estão próximas para que prestem socorro no caso de uma hipoglicemia.
Após os exercícios o corpo precisa repor a energia que é armazenada no músculo, por isso os níveis de glicose tendem a cair, mesmo muitas horas após o exercício.
Exercícios muito vigorosos podem causar aumento na taxa de glicose no sangue, pois eles sinalizam para o fígado produzir mais glicose para fornecer energia para os músculos. Exercícios leves e moderados tendem a causar apenas a queda da glicemia.
Os usuários de insulina devem ficar atentos para não fazer atividades durante os picos de ação das insulinas, recomenda a Ada. Também não se deve aplicar insulina pouco antes do treino no músculo que vai ser exercitado, como o fluxo sanguíneo na área é maior com o exercício pode ser que a insulina tenha uma ação muito mais rápida que o normal, causando uma hipoglicemia.
Fonte Uol Saúde
Acessado em 27/06/2011 às 14:25

Especial Diabetes: 4 Complicações do Diabetes


Complicações do Diabetes
As complicações do diabetes são doenças que podem ocorrer ao diabético por causa do mau controle da glicemia, especialmente se as altas taxas de glicose (açúcar) sanguíneas permanecerem durante anos. A glicose em excesso no sangue causa danos em diversos tecidos do corpo - grande parte das complicações está relacionada a problemas nos vasos sanguíneos que, além de conterem a glicose, levam nutrientes e recolhem toxinas dos tecidos corporais. Esses vasos podem ser bloqueados ou danificados pela glicose em excesso, o que causa danos nos órgãos que irrigam. A glicemia de jejum considerada normal é 100 mg/dl, até 126 mg/dl ela está alterada e acima de 126mg/dl há o diagnóstico de diabetes.
Veja algumas das complicações mais comuns do diabetes:
Sistema Nervoso
A neuropatia diabética (ND) é a complicação que afeta as células nervosas, inclusive os nervos periféricos. Ela é diagnosticada quando há sinais ou sintomas do mau funcionamento e são excluídas outras causas, como indicam as Diretrizes para o Diagnóstico e Abordagem Ambulatorial da Neuropatia Diabética Periférica.
Segundo Denise Reis Franco, diretora da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), cerca de 50% dos pacientes com mais de 20 anos de diabetes vai apresentar algum grau de neuropatia, como perda do tato e da sensibilidade à temperatura e à dor.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em alguns casos, a ND está também associada à lesão de fibras nervosas grossas, com alterações na sensação vibratória e perda da sensibilidade protetora dos pés. É comum também que, com a presença de neuropatia, existam alterações biomecânicas dos pés, que evoluem com deformidades e alterações nos pontos de pressão na planta do pé, aumentando a chance de feridas e ulcerações nos pés. Por isso a neuropatia é um fator de risco para o desenvolvimento do pé diabético.
A doença afeta ainda células do sistema nervoso central, que controlam o funcionamento do sistema nervoso autônomo, que controla os órgãos que não são controlados conscientemente. A neuropatia autonômica diabética é classificada em subclínica (sem sintomas) ou clínica (com sintomas), e o tratamento em geral é difícil. O mau controle do metabolismo e a ocorrência de fatores de risco cardiovascular (como obesidade e colesterol alto, por exemplo) parecem estar associados com seu desenvolvimento.
Os danos podem atingir o sistema digestivo (funcionamento mais lento, falta de apetite, náuseas, constipação), urinário (perda de sensação da bexiga cheia e dificuldade para esvaziá-la completamente), reprodutor (impotência em homens e falta de lubrificação em mulheres), além disso, pode haver alterações no controle da pressão arterial, do coração (dificuldade para acelerar e desacelerar os batimentos), e do suor (excesso ou falta de sudorese).
Olhos
Segundo a SBD, esta complicação ocorre porque minúsculos vasos sanguíneos na parte traseira dos olhos são bloqueados, então, a retina sofre com a falta de oxigênio e é danificada. Os vasos podem ainda se enfraquecer e romper, liberando sangue, fluídos e gordura no olho, causando a vista embaçada. Este quadro é o da retinopatia não proliferativa, que dificilmente leva à cegueira, a não ser que ocorra na mácula, parte da retina mais próxima do nervo ótico, que é responsável pela maior parte da nossa visão. A retinopatia pode evoluir, na minoria dos casos, para a forma proliferativa.
A retinopatia proliferativa é mais grave e pode causar perda da visão. Neste caso, novos vasos se formam na retina e ramificam-se para outras regiões do olho, o que pode causar vazamento de sangue dentro do olho, o que atrapalha a visão. Com o rompimento dos vasos são formadas pequenas cicatrizes na retina que mudam de tamanho causando pequenos descolamentos da retina que podem levar à cegueira, informa o Guia Completo sobre Diabetes da Associação Americana de Diabetes (Ada, sigla em Inglês).
Segundo Franco, a retinopatia diabética tem origem multifatorial, mas a presença de hiperglicemia crônica, ou seja, a glicemia alta por muito tempo, é um fator essencial. Não há relato de casos de retinopatia diabética em indivíduos sem histórico de hiperglicemia crônica. Ela explica que para a prevenção da doença, além do controle da glicemia, recomenda-se o exame de fundo de olho pelo menos uma vez ao ano como rastreamento dessa complicação.
É importante lembrar que a vista embaçada é um dos sintomas de hiperglicemia (excesso de glicose no sangue), mas isso não está necessariamente relacionado à retinopatia, ou seja, se a glicemia está alta você pode ter a vista embaçada pelo excesso de glicose no olho, mas isso não está relacionado a danos permanentes na visão.
Para ter certeza de como está a retina é necessário fazer o exame de fundo de olho periódico, lembrando que o diagnóstico precoce possibilita melhores chances de recuperação da visão.
Sistema cardiovascular
A maior parte dos problemas cardiovasculares ligados a diabetes tem relação com a obstrução parcial ou total das artérias. As altas glicemias aceleram a aterosclerose (endurecimento das artérias) e a deposição de gorduras nas paredes dos vasos sanguíneos.
O diabetes aumenta o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e doença vascular periférica. A doença tem sido vista como um equivalente de doença coronariana, e por outro lado, muitos portadores de doença cardiovascular, se investigados, apresentam diabetes ou seus estágios pré-clínicos (antes de apresentar sintomas), especialmente intolerância à glicose, segundo Franco.
A endocrinologista completa que pacientes com diabetes tipo 2 têm um risco de mortalidade por doença cardiovascular de 2 a 4 vezes maior do que nos não diabéticos. Além disso, a doença ocorre mais precocemente e é mais grave nos diabéticos. Sua prevalência chega a  55% entre adultos diabéticos em comparação com 2 a 4% na população geral.
Os problemas cardiovasculares associados ao diabetes podem aumentar também problemas na circulação periférica, que dificultam a cicatrização de feridas e fornecimento de nutrientes para as extremidades do corpo e podem chegar a causar amputação de membros por necrose.
Pés
O pé diabético é uma das complicações mais temidas entre os pacientes, conta Denise Franco, da ADJ. Ela é decorrente da associação de neuropatia periférica sensitivo-motora (falta de sensibilidade e problemas no movimento das extremidades), doença vascular periférica (problemas na circulação sanguínea), úlceras nos pés, artropatia de Charcot (problemas nas articulações e ossos causados pela perda de sensibilidade) e infecções.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o "pé diabético" como situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus. O exame clínico regular é fundamental para a prevenção do pé diabético, que pode ser causa de amputações caso não seja tratado em tempo.
Rins
As glicemias descontroladas por longos períodos podem causar danos nas veias e capilares dos rins que responsáveis por filtrar o sangue, eliminando as toxinas e a glicose, quando ela se encontra em excesso no sangue. O diabético deve fazer exames de urina periodicamente para verificar se há presença de proteínas (microalbuminúria), que não deveriam ser eliminadas pela urina, e, quando são, indicam que os rins já não estão realizando seu trabalho adequadamente.
Além dos exames periódicos, a prevenção é feita pelo controle glicêmico, controle da pressão arterial e, no início da doença, o médico pode indicar a redução da ingestão de proteínas.
Em casos mais graves é necessária a diálise para auxiliar na filtragem do sangue e o transplante de rins, que no caso dos diabéticos costuma ser feito em conjunto com o transplante de pâncreas para controlar o diabetes e evitar que a glicemia elevada continue a trazer danos ao novo rim. Segundo João Eduardo Nunes Salles, médico endocrinologista e professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, de 10 a 20% dos diabéticos morrem de falência renal.
Dentes
As altas taxas de glicose no sangue também causam a doença periodontal, que é uma inflamação da gengiva que, se não tratada, pode levar à perda dentária. Segundo Franco, o Centro de Pesquisa Periodontal da Escola de Medicina da Universidade de Nova York demonstrou que o tratamento das doenças gengivais (doença periodontal) reduz em até 10% a hemoglobina glicosilada (melhor controle do diabetes), pois as inflamações nas gengivas aumentam a taxa de glicose no sangue.
Pessoas com diabetes têm um risco 2,5 vezes maior do que pacientes não diabéticos de apresentar doença periodontal. O tratamento preventivo (consultas periódicas ao dentista e boa higiene bucal) também é essencial para a saúde bucal do diabético além do controle glicêmico.
 Fonte: Uol Saúde
Acessado em 27/06/2011 às 14:23