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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dois em cada três casos de aneurisma estão ligados ao tabagismo


Levantamento inédito realizado pelo serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo (antigo hospital estadual Brigadeiro), unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que nos últimos dois anos, 62% dos usuários que tiveram aneurismas cerebrais fumavam regularmente.
A pesquisa também aponta que 80% dos pacientes submetidos à microcirurgia são do sexo feminino e têm entre 40 e 60 anos. No total foram analisados 250 casos. A unidade atende, em média, mil pessoas por ano com a doença.
O cigarro é capaz de “destruir” a proteína fibrosa e elástica, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. Por isso, facilita a ocorrência de um aneurisma, que ocorre quando há dilatação anormal de uma artéria do cérebro.  É o sangramento causado pelo rompimento deste vaso que pode levar o paciente à morte.
O estudo confirma que os tabagistas estão até 10 vezes mais propensos a apresentarem hemorragias cerebrais causadas por aneurismas. Além disso, o fumo está diretamente ligado ao surgimento de novos casos em pacientes que já trataram ou ainda enfrentam o problema.
“São dados alarmantes, que refletem como o cigarro pode ser danoso à saúde, causando, além de aneurismas, câncer, enfisemas pulmonares e infarto do miocárdio”, diz o médico coordenador do serviço de neurocirurgia vascular, Sérgio Tadeu Fernandes.
Para tratar o aneurisma é necessária intervenção cirúrgica. Na embolização endovascular, técnica minimamente invasiva, o paciente é operado com um pequeno furo feito, geralmente, próximo à virilha. Através desta incisão, entra o material cirúrgico que percorre os vasos do paciente, até o local exato do aneurisma, para preencher o espaço rompido. Há casos, porém, que ainda precisam ser tratados pelo modo convencional, em que há abertura do crânio.
“A doença é silenciosa e apresenta poucos sintomas. Os mais comuns são fortes dores de cabeça. O diagnóstico e o tratamento precoces aumentam as chances de sobrevivência do doente”, destaca o neurocirurgião.
No Hospital de Transplantes são feitas em torno de 20 neurocirurgias micro e endovascular por mês.  O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo fica na avenida Brigadeiro Luís Antonio, 2.651, no Jardim Paulista, e atende pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde.
Acessado em 15/2/2011 às 10:59

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Casos de Aids aumentam 150% na Bahia e pacientes têm acesso tardio ao tratamento


Nos últimos três anos, foram registrados 3.614 novos casos de Aids na Bahia, de acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado. Somente em 2010, houve um crescimento de 155% em relação ao ano anterior, totalizando 1.976 casos. Este ano, até agosto, foram identificados 864 pacientes com o vírus HIV.
Além do número de incidências da doença, que apresentou um acréscimo principalmente em 2010, há outros dados que chamam a atenção. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Coletiva, da Universidade Federal da Bahia, com 1241 pessoas, 50% dos pacientes de HIV Aids têm acesso tardio aos serviços de saúde, o que diminui a expectativa de vida. Outros 40,3% levam até três meses para ter a primeira consulta médica e apenas um quarto chega aos serviços públicos de saúde, um mês após o diagnóstico.
A coordenadora da pesquisa, a cientista baiana Inês Dourado, afirma que o acesso tardio é hoje uma das principais preocupações na luta contra a epidemia de Aids. “Tem impacto no curso clínico da infecção, na efetividade do tratamento, na qualidade de vida dos pacientes, no risco de morte e nos custos para o sistema de saúde”, disse.
Foi o que aconteceu com a desempregada que se identificou apenas como Roberta. Ela disse ao UOL que suspeitava que era portadora do vírus, mas só confirmou o diagnóstico após ter sido internada por conta de uma insuficiência respiratória. Situação parecida ocorreu com o irmão do professor Alecsandro Silva. “Ele morreu porque não sabia da doença e não se tratou. Se soubesse logo, poderia sobreviver e se tratar com os coquetéis de medicamentos”, acredita. 
A cientista, que nesta semana está recebendo a professora americana Sofia Gruskin, da Universidade de Havard, recomenda que sejam realizados esforços adicionais para assegurar a disponibilidade de serviços de diagnóstico precoce da infecção com mecanismos que garantam a referência para os serviços de assistência em HIV/Aids em Salvador. Ela também sugere o aumento do número de serviços especializados em assistência a para pessoas que vivem com a doença na capital baiana e maior disponibilidade de informações sobre diagnóstico e assistência.
Medo do teste
Apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico gratuito através de testes realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) de forma anônima. Entretanto, a falta de informação é um dos maiores aliados do acesso tardio ao tratamento da doença, segundo a coordenadora de DST/Aids da Secretaria da Saúde do Estado, Jeane Magnavita. "Outro fator é o medo que o paciente tem de fazer o teste", afirmou. 
Magnavita alerta ainda para um fenômeno que ocorre desde o início dos anos 2000 que é a negligência - principalmente dos mais jovens - no que se refere ao uso de preservativos. "Com a difusão das informações de que os coquetéis de medicamentos ampliam a expectativa de vida dos portadores de HIV, muita gente deixou de usar camisinha. As pessoas estão achando que a Aids não mata, mas ela continua sendo uma doença letal", explica.
Acessado em 14/12/2011 às 11:00

sábado, 27 de agosto de 2011

Entenda a dislipidemia: aumento anormal de gorduras no sangue - Parte I

"A dislipidemia consiste num distúrbio orgânico caracterizado pelo aumento anormal da taxa de gorduras no sangue, principalmente o aumento do colesterol e dos triglicerídeos que predispõe ao desenvolvimento da aterosclerose"
Nutrientes de importância relevante para o metabolismo dos seres vivos, os lipídios ou lípides (do grego lipos, gordura) são compostos insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos, apresentam estrutura química variável, compreendem as gorduras, os óleos, as ceras e outros compostos orgânicos.
Os óleos e as gorduras são lípides de reserva dos animais e vegetais. Os lípides complexos (fosfolípides e glicerolípides) existem em diversos tecidos do organismo; fornecem energia (9 kcal/g); constituem o tecido adiposo (reserva de energia, confere amortecimento contra choques e isolamento elétrico e participa da manutenção térmica); encontram-se em todos os tecidos, principalmente nas membranas celulares e células de gordura (componentes estruturais); e incluem vitaminas e hormônios (prostaglandinas).

Em geral, as gorduras de origem animal são ricas em ácidos graxos saturados (não possuem duplas ligações em suas cadeias moleculares; geralmente, apresentam-se na forma sólidas à temperatura ambiente) e encontram-se associadas, por confiáveis pesquisas, ao desenvolvimento da aterosclerose e das doenças coronarianas.

A manteiga, a banha de porco, a gordura debaixo da pele do frango, o sebo, o óleo de coco, etc. são bons exemplos de alimentos com elevado teor de gorduras saturadas; tais gorduras saturadas são muito prejudiciais à saúde e, por tal razão, devem ser evitadas ou seu consumo devidamente controlado. A gordura ao redor das bistecas, assados, produtos derivados da carne, laticínios, creme de leite integral são também ricos em gorduras saturadas.

Os principais componentes de uma dieta a afetar o colesterol circulante no sangue são a gordura e o colesterol provenientes de alimentos de natureza animal. Consumir muita gordura animal é sinônimo de colesterol elevado e perigoso risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A água de coco é uma excelente bebida isotônica natural, no entanto o coco é a ovelha negra do reino vegetal; a gordura em seu interior é rica em gordura saturada. A gordura, mesmo que seja vegetal, que passa por hidrogenação sofre saturação da molécula. A gordura saturada é prejudicial para as artérias e o coração; saber diminuí-la na alimentação constitui um conhecimento necessário à preservação do bem-estar e da saúde. Estudos epidemiológicos demonstram que existe uma relação significativa entre o aumento do nível de colesterol e o surgimento da doença aterosclerótica coronariana.
Conceituação

A dislipidemia consiste num distúrbio orgânico caracterizado pelo aumento anormal da taxa de gorduras no sangue, principalmente o aumento do colesterol e dos triglicerídeos que predispõe ao desenvolvimento da aterosclerose (depósito de placas gordurosas dentro dos vasos sanguíneos), o que pode impedir ou diminuir o fluxo do sangue, devido ao estreitamento do diâmetro das artérias, e causar infarto, derrame (AVC), insuficiência vascular periférica, etc. Os fatores de risco são: dietas ricas em gorduras; obesidade; diabetes; sedentarismo; hipertensão arterial; predisposição genética; idade; e tabagismo.
Classificação

A dislipidemia pode ser primária (de origem genética) ou secundária (causada por doenças como diabetes, obesidade, hipotireoidismo, insuficiência renal, ou se encontrar relacionada ao uso de anticoncepcional oral, tratamentos hormonais, etc.).
Manifestações clínicas

O colesterol (esterol) é uma substância essencial ao nosso organismo, constituinte das membranas celulares e das lipoproteínas (responsáveis por transportá-lo no sangue), também precursor dos ácidos biliares, de alguns hormônios e da vitamina D; encontrado em óleos e gorduras animais, tecido nervoso, bile, sangue e gema de ovo. No entanto, quando seus níveis se encontram elevados no sangue, surgem as doenças cardiovasculares (angina, infarto, arteriosclerose e aterosclerose) e derrame (AVC).

O excesso de colesterol e triglicerídeos na circulação sanguínea contribui para a formação de placas ateromatosas (depósitos difusos de gordura sobre as paredes internas das artérias) que podem se aderir ao interior das paredes das artérias e obstruir a circulação do sangue. Grande parte do colesterol é produzido pelo fígado (cerca de 70%), sendo 30% provenientes de uma dieta rica em gorduras. Níveis elevados de colesterol contribuem para o acúmulo de gordura saturada. O colesterol encontra-se presente na gordura saturada, na manteiga, no sebo, em muitos queijos gordurosos, nas vísceras animais, em muitos frutos do mar, etc.

Uma recente e importante pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), envolvendo 34 mil pessoas, entre os anos de 2008 e 2009, revela que a dieta do brasileiro é pobre em nutrientes (vitaminas e sais minerais) e rica em calorias. Segundo essa mesma pesquisa, o brasileiro está consumindo menos frutas, hortaliças, leite e fibras do que o recomendado; e também constata que, a partir dos dez anos de idade, o consumo de sódio, proveniente do sal de cozinha (6 gramas é a ingestão diária de sal recomendada; no entanto, 8,2 g são a média do consumo diário no Brasil), aumenta, assim como também o de açúcar e gordura saturada (cerca de 30% das gorduras são provenientes dos alimentos), substâncias que se encontram associadas ao desenvolvimento da obesidade, do diabetes, da dislipidemia, da hipertensão arterial e, inclusive, do câncer.
Diagnóstico

A dislipidemia pode ser detectada pelo exame completo de sangue, após um jejum de 12 horas. É recomendável que, a partir dos 20 anos de idade, homens e mulheres tenham seu perfil lipídico determinado (por um hemograma completo). Enquanto crianças e adolescentes (entre 2 e 19 anos de idade), a determinação dos lipídios, via exame de sangue, deve ser realizada naqueles que apresentarem manifestações clínicas de dislipidemia, fatores de risco para enfermidade aterosclerótica, antecedentes familiares de dislipidemia ou de doenças aterosclerótica prematura em familiares de primeiro grau, antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres.
Na segunda e conclusiva parte deste texto abordarei a profilaxia e terapêutica da dislipidemia. Até lá!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Saiba um pouco mais sobre Sopro Cardíaco

Sopro cardíaco 
Sopro cardíaco é o som produzido pela passagem do fluxo de sangue através das estruturas do coração, principalmente, as válvulas cardíacas anormais. É um achado do exame físico cardiológico. O sopro cardíaco poderá ser funcional  (chamado de sopro inocente)  ou patológico (decorrente de uma doença no coração).
Cerca de até 40% das crianças saudáveis apresentam sopros inocentes, sem haver nenhum outro indício de doença cardíaca, com um desenvolvimento físico totalmente normal ao longo do tempo.
Causas
Não existe uma explicação precisa para o aparecimento dos sopros funcionais ou fisiológicos (inocentes). No período neonatal, por exemplo, o sistema cardiovascular passa por modificações e o recém-nascido pode ter sopros que desaparecem dentro de alguns dias. Os  sopros patológicos, ou seja, indicatvos de uma doença, podem ser classificados em congênitos ou adquiridos.
-Sopros patológicos congênitos:
Estão associados as cardiopatias congênitas como a comunicação interatrial ou interventricular (CIA e CIV), persistência do canal arterial (PCA), estenose aórtica ou pulmonar congênitas, tetralogia de Fallot, entre outras.
-Sopros patológicos adquiridos:
Estão associados com sequelas nas válvulas cardíacas causadas pela moléstia reumática (febre reumática), como a estenose mitral e insuficiência aórtica reumáticas, prolapso da válvula mitral com insuficiência mitral, endocardite infecciosa (infecção das válvulas cardíacas e do revestimento interno do coração por bactérias ou fungos), infarto do miocárdio (complicado por uma insuficiência mitral ou comunicação interventricular), cardiomiopatias (formas dilatada e hipertrófica)  ou por degenarção e calcificação das válvulas (estenose aórtica e insuficiência mitral calcificadas).
Investigação dos sopros cardíacos
A base da investigação de um sopro cardíaco é o exame clínico (anamnese e o exame físico), associado ao ecocardiograma (transtorácico e transesofágico). Na ausculta cardíaca, alguns achados são indicativos que o sopro possa ser inocente:  leve intensidade, aparecimento na sístole cardíaca (fase de contração do coração),  uma irradiação ampla (o sopro é percebido em vários locais de ausculta do tórax) e ausência alterações das bulhas cardíacas (sons produzidos pelo abrir e fechar das válvulas cardíacas). Outro exame útil para diagnosticar alterações estruturais do coração  que possam produzir sopros é a ressonância magnética cardíaca.
Fonte: http://portaldocoracao.uol.com.br/sinais-e-sintomas/sopro-cardiaco
Acessado em 16 Agosto de 2011 às 20h47min

terça-feira, 2 de agosto de 2011

11 maneiras de reduzir o consumo de álcool

mulher-copo-bebida-alcoolicaVocê está preocupado com a quantidade de álcool que vem consumindo? Talvez isso esteja acontecendo porque você sente que está bebendo demais ou com frequência e isso já tenha se tornado um hábito.
É sempre aconselhável verificar com o seu médico, que pode ajudá-lo a decidir se é melhor para você cortar ou abster-se totalmente das bebidas alcoólicas. Pessoas que são dependentes do álcool ou têm outros problemas de saúde física ou mental devem parar de beber completamente. Porém muitas pessoas podem se beneficiar simplesmente reduzindo a quantidade. Se o seu médico indica que você deve conter o consumo, o Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo(NIAAA) sugere que as seguintes etapas podem ser úteis:

1 - Faça uma lista
Fazer uma lista das razões para reduzir o consumo de álcool – como sentir-se saudável, dormir melhor ou melhorar os seus relacionamentos – pode motivá-lo.

2 - Defina uma meta para beber
Defina um limite de quanto você vai beber. Você deve manter seu modo de beber seguindo as diretrizes recomendadas: não mais do que uma bebida-padrão por dia para mulheres e homens com 65 anos ou mais, e não mais de dois drinques-padrão por dia para homens com menos de 65 anos. Esses limites podem ser muito altos para as pessoas que têm certas condições médicas ou para alguns adultos mais velhos. O seu médico pode ajudar a determinar o que é certo para você.

3 - Mantenha um diário
De três a quatro semanas, mantenha o controle de cada vez que você for tomar uma bebida. Inclua informações sobre o que e quanto você bebeu, bem como onde você estava. Compare isso com o seu objetivo. Se você está tendo dificuldades para atingir a sua meta, discuta o assunto com o seu médico ou outro profissional de saúde.

4 - Não tenha álcool em sua casa
Não ter álcool em casa pode ajudar a limitar o seu consumo.

5 - Beba devagar
Tome devagar a sua bebida. Beba refrigerante, água ou suco depois de uma bebida alcoólica. Nunca beba com o estômago vazio.

6 - Escolha dias sem álcool
Decida não beber um ou dois dias por semana. Você pode querer abster-se por uma semana ou um mês para ver como você se sente fisicamente e emocionalmente sem o álcool em sua vida. Fazer uma pausa em determinados dias pode ser uma boa maneira de começar a beber menos.

7 - Preste atenção na pressão dos colegas
Aprenda maneiras práticas de dizer não educadamente. Você não tem que beber apenas porque os outros estão bebendo, e você não deve se sentir obrigado a aceitar cada bebida que é oferecida. Fique longe de pessoas que o incentivem a beber.

8 - Mantenha-se ocupado
Faça uma caminhada, pratique esportes, saia para comer ou pegue um filme. Quando você estiver em casa, tente adquirir um hobby ou reativar um antigo, como pintura, jogos, tocar um instrumento musical, trabalhar com madeira – essas e outras atividades são ótimas alternativas para “esquecer de beber”.

9 - Peça ajuda
Cortar a bebida pode não ser sempre fácil. Deixe que os amigos e familiares saibam que você precisa do apoio deles. O seu médico, conselheiro ou terapeuta pode também ser capaz de oferecer ajuda.

10 - Mantenha guarda contra a tentação
Se você associar bebida com determinados eventos, tais como feriados ou férias, desenvolva um plano para gerenciá-los com antecedência. Monitore seus sentimentos. Quando você estiver preocupado, solitário ou com raiva, você pode se sentir tentado a buscar uma bebida. Tente cultivar novas formas saudáveis de lidar com o estresse.

11 - Seja persistente
A maioria das pessoas consegue reduzir ou parar de beber completamente apenas depois de várias tentativas. Você provavelmente vai ter contratempos, mas não deixe que eles o impeçam de alcançar seu objetivo de longo prazo. O processo normalmente requer um esforço contínuo.
Algumas dessas estratégias – como ter a pressão dos colegas, manter-se ocupado, pedindo apoio, estando ciente da tentação e sendo persistente – também podem ser úteis para pessoas que querem desistir do álcool completamente.
Uma vez que você cortar o consumo de álcool, examine os seus hábitos de beber regularmente para ver se você está mantendo esse nível de consumo. Algumas pessoas atingem sua meta, mas descobrem que velhos hábitos surgem novamente mais tarde. Se isso acontecer, consulte o seu médico.
Acessado em 02/08/2011 às 12:10

sábado, 30 de julho de 2011

Perda súbita da audição: sintomas e prevenção

ouvido-orelha-pessoa_536x800A perda súbita da audição é um distúrbio raro, como afirmam especialistas da área da otorrinolaringologia. Ela afeta uma em cada 10 mil pessoas. Atinge principalmente homens e mulheres na faixa dos 40 aos 50 anos e não há uma causa definida para o problema.
Pode ocorrer devido a doenças infecciosas, como é o caso da caxumba, ou mesmo em um distúrbio vascular, como, por exemplo, um derrame que pode levar o indivíduo a uma perda repentina da audição.

Sintomas
O indivíduo acometido pela surdez súbita escuta um som explosivo no ouvido quando a lesão ocorre pela primeira vez. Essa surdez súbita pode ser acompanhada por tinido que é frequentemente persistente e por vertigem que normalmente desaparece em alguns dias. Os sintomas podem denunciar a presença das mais diversas patologias, na maioria das vezes ela não tem causa aparente. Essa surdez repentina deve ser sempre encarada como uma emergência médica. A primeira atitude a ser tomada é procurar um serviço de assistência médica, pois, quanto mais rápido for diagnosticado, melhores são as possibilidades de recuperar essa audição.

Prevenção contra a surdez súbita ou permanente
Você pode ajudar a prevenir a perda de audição seguindo algumas dicas como os exemplos dados abaixo:
  • Use tampões protetores ou “fones de ouvido”, se você é frequentemente exposto a barulhos altos no trabalho ou durante atividades recreativas. Informe-se sobre formas de proteção de seus empregados com os órgãos reguladores do Ministério do Trabalho.
  • Nunca coloque hastes flexíveis ou corpos estranhos em suas orelhas.
  • Use cinto de segurança enquanto dirige e use um capacete protetor enquanto conduz sua motocicleta ou bicicleta.
  • Informe-se dos possíveis efeitos colaterais dos medicamentos que você faz uso.

Referência:
Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

 

terça-feira, 5 de julho de 2011

10 passos simples para ter um coração saudável

casal-sentado-homem-mulher-sorrindoCom a orientação da cardiologista Hellen Ganna e informações da Harvard Medical School.

Mudança é uma palavra importante para quem convive com doenças cardíacas ou está tentando impedi-las. Um salto na pressão arterial ou nas taxas de colesterol faz com que você repreenda suas atitudes e repense sobre mudanças de estilo de vida em busca de uma vida saudável.
Algumas pessoas conseguem revisar o padrão de seus exercícios, dieta e hábitos com facilidade. O resto de nós tenta fazer alterações, mas nem sempre somos bem-sucedidos. Em vez de empreender uma reforma grande, você pode ser capaz de melhorar a saúde do seu coração com uma série de pequenas mudanças. Você pode achar que a mudança não é tão difícil, mas pode levar mais tempo do que você espera.

Aqui estão 10 passos simples que você deve dar para colocar a sua vida no caminho para uma saúde melhor:

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1. Dê uma caminhada de 10 minutos. Se você não pratica exercícios ainda, uma breve caminhada é uma ótima forma de começar. Essa é uma boa maneira de acrescentar mais exercícios para o seu dia a dia.


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2. Levantar um livro de capa dura ou um peso de dois quilos algumas vezes por dia pode ajudar a tonificar os músculos do braço. Quando isso se tornar algo fácil de ser realizado, passe para os itens mais pesados ou entre para uma academia.


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3. Coma pelo menos uma fruta ou um vegetal por dia. Frutas e legumes são gostosos, baratos e são bons para tudo, desde o seu cérebro até o intestino.


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4. Comece o dia com algumas frutas e uma porção de cereais integrais, como aveia, farelo de flocos, ou trigo torrado.


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5. Pare de beber suas calorias! Cortar pelo menos o refrigerante ou bebidas adoçadas com açúcar pode facilmente poupar 100 ou mais calorias por dia.


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6. Tenha sempre à mão um punhado de nozes. Nozes, amêndoas, amendoim e outros frutos secos são bons para o coração. Experimente começar a inseri-los na sua vida como um snack, ao invés de batatas fritas ou bolachas. Misturá-los em saladas é saudável e saboroso, ou utilizá-los no lugar de carne ou massa e em outros pratos.

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7. Frutos do mar: coma peixe ou outros tipos de frutos do mar em vez de carne vermelha no mínimo uma vez por semana. É bom para o coração e para o cérebro.


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8. Respire profundamente. Tente respirar lenta e profundamente por alguns minutos por dia. Isso pode ajudar a relaxar. Respiração lenta e profunda pode também ajudar a baixar a pressão arterial.


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9. Lave as mãos frequentemente, esfregando com água e sabão. Fazer isso várias vezes durante o dia é uma ótima maneira de proteger seu coração e sua saúde. A gripe, pneumonia e outras infecções podem ser muito duras para o coração.


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10. Conte suas bênçãos. Ter um momento de cada dia para reconhecer as bênçãos em sua vida é uma maneira de sentir emoções positivas. Esse ato tem sido associado com melhor saúde, mais vida e maior bem-estar, assim como seus opostos – raiva crônica, preocupação e hostilidade – contribuem para hipertensão.

Fonte: http://idmed.uol.com.br/viva-melhor/10-passos-simples-para-ter-um-coracao-saudavel.html
Acessado em 05/07/2011 às 10:54

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Zumbido: distúrbios emocionais podem causar ou ser a causa

Muitas doenças podem causar o zumbido – um sintoma que acomete aproximadamente 17% da população mundial – e mais de uma causa pode estar presente no mesmo indivíduo.
118543 7269 300x200 Zumbido: distúrbios emocionais podem causar ou ser a causa  “O zumbido pode ter uma causa emocional ou ser a causa de um distúrbio emocional. A falta de perspectiva em relação ao tratamento do zumbido, a necessidade de abrir mão de determinados hábitos e de novos aprendizados deixam os pacientes ansiosos e até com depressão”, explica Lesle Maciel, psicóloga do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (GAPZ), de Curitiba.
Estes sentimentos estão ligados à vivência do zumbido, desde o surgimento até o seu diagnóstico e tratamento, por isso o suporte psicológico é fundamental. “Seguir o tratamento envolve comprometimento, mudanças e consciência. O paciente tem de querer se tratar e aceitar que é necessário perder uma coisa para ganhar outra. Ele pode deixar de tomar café, por exemplo, para ter uma melhora no zumbido. O maior objetivo é promover qualidade de vida”, explica Maciel.
Por isso, é fundamental descobrir as causas de cada paciente, o que pode ser feito com uma avaliação otorrinolaringológica e exames complementares. Alguns pacientes necessitam de uma abordagem multiprofissional e mais abrangente. Curiosamente, mesmo quando não há doenças graves, o zumbido pode prejudicar a qualidade de vida do indivíduo e de sua família.
É preciso estar pronto para mudanças e mudar hábitos
Quando o zumbido é causado por um problema emocional, é necessário suporte terapêutico, com acompanhamento psicológico para entender a relação do zumbido com estas questões. “O paciente precisa compreender o tempo do tratamento, as mudanças no cotidiano e eliminar a relação entre emoções negativas e o zumbido. E aí está a importância da psicologia, para quebrar este círculo vicioso”, esclarece a psicóloga.
Se o zumbido causar um transtorno emocional, então o protocolo de tratamento muda. É preciso fazer o diagnóstico da causa do zumbido com um otorrinolaringologista e a psicologia dará um suporte durante o tratamento. “Não adianta o médico fazer as recomendações e o paciente não estar pronto para as mudanças. Às vezes não é nem falta de força de vontade, é a necessidade de ajuda, mesmo”, finaliza.
Fonte http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/06/30/zumbido-disturbios-emocionais-podem-causar-ou-ser-a-causa/
Acessado em 01/07/2011 às 12:37

terça-feira, 28 de junho de 2011

Vertigem: o que pode estar causando as tonturas?

Ter a falsa sensação de movimento e rotação ou a impressão de que os objetos estão se movendo e girando pode indicar vertigem. O problema ainda pode ser acompanhado por náuseas e perda do equilíbrio. A sensação pode durar alguns minutos ou persistir por várias horas e até dias, e as causas podem ser diversas e associadas a mais de 300 distintas condições de saúde.
1353132 75795359 300x200 Vertigem: o que pode estar causando as tonturas?Os especialistas costumam definir a vertigem como uma perturbação do equilíbrio acompanhada com a sensação de movimento e causando no paciente uma sensação de angústia e ansiedade por causa dos sintomas. “A pessoa fica com medo de ter essa sensação novamente e o receio acaba se refletindo nas emoções. A vertigem é uma manifestação visível de que algo está errado e sua origem pode ter mais de 300 patologias diferentes”, esclarece Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista e pesquisadora ligada à Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Normalmente, durante um acesso de vertigem, o indivíduo se sente melhor ao deitar e permanecer parado, mas mesmo ficando imóvel a vertigem pode ter continuidade”, completa a especialista.
Devido ao grande número de possíveis causas, a realização do diagnóstico correto sobre a origem da vertigem pode demorar. A interdisciplinaridade é fundamental para que as patologias sejam descartadas por meio da realização de exames específicos e a verdadeira causa seja identificada. “O primeiro passo é procurar um especialista em otorrinolaringologia, que irá avaliar o paciente e se necessário o encaminhará para outras especialidades”, ressalta Guimarães.
O otorrinolaringologista deve ouvir o paciente para reduzir a sua ansiedade e poder definir as características do sintoma. Quanto mais detalhes o indivíduo der ao médico, mais fácil será o diagnóstico e mais assertivo será o tratamento indicado pelo profissional. “Várias perguntas são feitas, pois é imprescindível saber se há outros sintomas associados, em que situações eles ocorrem, qual a duração, em quais posições a vertigem aparece e se o problema surge mesmo durante o repouso ou somente quando o corpo está em movimento.”
Seguir os movimentos dos olhos pode avaliar rapidamente o problema
A medicina dispõe de várias alternativas que auxiliam no diagnóstico detalhado da vertigem, como as técnicas que avaliam as interações entre o vestíbulo e os movimentos oculares, feitos pela videonistagmografia. “A videonistagmografia é um sistema de análise computadorizado do nistagmo – movimento ocular bifásico – por meio de vídeo. O exame é feito com uma máscara totalmente vedada à entrada de luz e os olhos do doente são iluminados por dois diodos infravermelhos que captam os movimentos oculares e duas câmaras embutidas com sensor que rastreiam a movimentação ocular e registram em vídeo”, acrescenta a médica.
No monitor são exibidas as imagens dos olhos do paciente, mas em um tamanho muito maior do que o normal, permitindo a minuciosa observação dos seus movimentos oculares involuntários. “Esse exame é de extrema importância para a detecção das vertigens posturais, que são desencadeadas por mudanças na posição da cabeça. Existe um protocolo com várias provas que permitem orientar o diagnóstico de causa e localiação da lesão vestibular. Os resultados são armazenados no banco de dados do computador, podendo ser analisados e revisados posteriormente.”
Com a videonistagmografia o exame é mais rápido, os cálculos são automáticos e é possível gravar os movimentos oculares horizontais, verticais e torsionais e ainda clipes da movimentação ocular para estudar detalhadamente cada caso. “Este sistema é considerado extremamente útil no diagnóstico dos distúrbios do equilíbrio corporal, diante da sua capacidade de identificar sinais de disfunção vestibular periférica ou central e determinar o lado da lesão.”
O tratamento é prescrito de acordo com a patologia identificada e as características do paciente. Normalmente é indicado o uso de medicamentos e a realização de técnicas específicas para reabilitação vestibular, que propiciam a recuperação por meio de adaptação, substituição e habituação. “Essas técnicas são consideradas as melhores opções do tratamento das alterações do equilíbrio, como a vertigem, pois possuem um nível de eficácia significativo e um bom grau de satisfação dos pacientes”, finaliza.

Fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2011/06/28/vertigem-o-que-pode-estar-causando-as-tonturas/
Acessado em 28/06/2011 às 15:59
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Doenças cardiovasculares tendem a aumentar no inverno

A mudança de estilo de vida com a chegada do inverno e as baixas temperaturas faz com que a população troque a academia e os exercícios físicos pelo sedentarismo. Mas essa troca, nada saudável para o corpo humano, pode levar ao excesso de peso e ao aumento das doenças relacionadas ao coração.

"O frio aumenta a pressão sanguínea porque as artérias ficam mais estreitas, o que afeta o sistema circulatório. Isso explica porque nesta época do ano temos uma maior ocorrência de doenças cardíacas", explica André Langowiski, cardiologista da Secretaria de Estado da Saúde.

Doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto, estão entre as principais causas de morte no País, segundo dados do Ministério da Saúde. Com o inverno, a incidência de infarto - provocado pela obstrução das artérias que nutrem o coração - tende a aumentar.

A hipertensão é outro vilão. No inverno, as pessoas acabam se alimentando mais e ingerindo, principalmente, alimentos mais calóricos e ricos em gordura. "Por isso, é importante que as pessoas que sofrem de hipertensão mantenham uma alimentação saudável e consumam pouco sal. A prática de exercícios regulares, não apenas para os hipertensos, também ajuda em um melhor funcionamento do organismo", afirma.

De acordo com Langowiski, os índices normais de pressão arterial de um adulto são de 12 por 8. "A partir de 14 por 9 já podemos considerar essa pessoa como hipertensa", acrescenta, recomendando cuidados redobrados com a pressão nesses meses de frio. Outros fatores, como o tabagismo e o estresse, também podem ser considerados como fatores de risco cardiovascular.

No Brasil são cerca de 33 milhões de hipertensos, na sua maioria idosos e adultos. "Não há um fator específico que explique o motivo de essas faixas etárias serem as mais atingidas, mas podemos verificar que uma alimentação inadequada, a obesidade e a falta de exercícios durante a juventude são fatores que aumentam a probabilidade de pessoas adultas desenvolverem a doença", diz o médico.

Fonte: http://site.portalcofen.gov.br/node/7114
Acessado em 28/06/2011 às 15:54

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Especial Diabetes: 1 O que é diabetes?


O que é diabetes
No ano de 2010, 6% da população brasileira tinha diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, existem 7,5 milhões de diabéticos no país e 80% deles recebem assistência do SUS.
O diabetes é uma doença do metabolismo de glicose. Os indivíduos diabéticos não conseguem utilizar corretamente a glicose que está no sangue como energia, pois o mecanismo que faz a glicose entrar nas células, para gerar energia, não funciona corretamente. A glicemia (glicose no sangue) de jejum considerada normal é 100 mg/dl, até 126 mg/dl ela está alterada e acima de 126mg/dl há o diagnóstico de diabetes. O tratamentos do diabetes é feito para que a pessoa atinja as metas de glicemia nos diversos momentos do dia
Quando a glicose fica na corrente sanguínea causa uma série de danos por diversos tecidos corporais, e com o tempo nessa condição a pessoa passa a ter uma série de complicações relacionadas à doença. Além disso, o diabético sente fadiga e falta de energia, pois o alimento ingerido transforma-se em glicose, mas não é fornecido para as células. Os sintomas mais comuns do diabetes são muita sede, vontade de urinar diversas vezes, fadiga, dores nas pernas, mau hálito, perda de peso, fome exagerada, vista embaçada, Infecções repetidas na pele e machucados que demoram a cicatrizar.
A insulina é o hormônio secretado pelo pâncreas que facilita a entrada da glicose nas células. Com a ingestão de alimentos, o corpo libera insulina, que vai ajudar na utilização da glicose pelas células e no armazenamento da glicose em excesso na forma de glicogênio e gordura. Na falta da insulina ou quando seu funcionamento está com problemas (resistência à insulina), a glicose não é armazenada e nem utilizada pelas células, fica circulando no corpo até ser eliminada pelos rins.
O pâncreas também produz um hormônio chamado glucagon que tem ação oposta à da insulina, ele favorece a transformação, especialmente pelo fígado, de glicogênio (reserva de energia muito presente no músculo e no fígado) e gorduras em glicose. A produção de glicose pelo fígado também é um fator de aumento da concentração da glicose no sangue dos diabéticos.
Os tipos de diabetes se diferenciam pelo mecanismo responsável pelo aumento da glicemia, existem diversos tipos, mas os principais são:
Tipo 1
O diabético tipo 1 produz pouca ou nenhuma insulina, por isso o seu tratamento deve ser de aplicação de insulina (injeções). No diabetes tipo 1 o sistema imunológico passa a atacar células beta do pâncreas que produzem insulina, como se elas fossem invasores do organismo, isso se chama resposta autoimune.
Existem diversos tipos de doenças autoimunes como esclerose múltipla, lúpus e hipotireoidismo (doença de Hashimoto). Não se sabe exatamente por que o corpo passa a atacar ele mesmo, mas, segundo a Associação Americana de Diabetes (Ada, sigla em inglês), os cientistas encontraram diversos fatores que podem estar ligados ao desenvolvimento de diabetes tipo 1 como genética, viroses, consumo de leite de vaca muito cedo (com 3 ou 4 meses), excesso de radicais livres etc.
A Ada explica que pessoas que têm parentes próximos com diabetes têm maior risco de contrair a doença, mas muitos diabéticos desse tipo não possuem nenhum histórico familiar conhecido. 
Segundo o médico endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, o diabetes tipo 1 se manifesta quando pelo menos 90% das células produtoras de insulina no pâncreas são destruídas. Na maioria dos casos ela acontece em crianças e jovens, sendo rara após os 30 anos. Em geral os pacientes são magros, pois esse tipo de diabetes não está relacionado à gordura corporal.
O aparecimento da doença é repentino, em geral após um período de grande stress ou doença que aumentam a glicemia e fazem com que o pâncreas, que já tinha dificuldades para produzir insulina suficiente em situação normal, não consiga manter o controle glicêmico.
A pessoa passa a apresentar todos os sintomas da doença de forma muito clara e dificilmente demora a procurar ajuda médica e ser diagnosticada. Depois que a doença começa a ter seus sintomas esse diabético precisa de insulina rapidamente ou pode chegar ao coma e óbito.
O diabético tipo 1 produz pouca ou nenhuma insulina, por isso seu tratamento se baseia na aplicação de insulina por injeções subcutâneas com seringa, caneta de aplicação ou bomba de infusão contínua (com um cateter com uma cânula que vai injetando a insulina aos poucos no corpo). A glicemia de jejum considerada normal é 100 mg/dl, até 126 mg/dl ela está alterada e acima de 126mg/dl há o diagnóstico de diabetes.
Segundo a Associação Americana de Diabetes (Ada, sigla em inglês) a insulina é necessária em duas situações:
Basal: nos momentos de jejum, quando o fígado produz glicose e as células do corpo precisam retirar essa glicose da corrente sanguínea para gerar energia, para isso o corpo de uma pessoa sem diabetes libera constantemente pequenas quantidades de insulina para cobrir essa necessidade do corpo.
Bolus: quando o alimento é ingerido, um sinal indica ao pâncreas a quantidade de insulina que deve ser produzida. Em um organismo normal, essa insulina produzida manterá a glicemia normal; na pessoa com diabetes, a insulina externa deve fazer esse papel. Geralmente a quantidade de insulina de bolus é calculada pela quantidade de carboidratos ingeridos (presente em massas, grãos, doces etc.).
Existem diversos tipos de insulinas que são diferenciadas pelo tempo de ação e pelo tempo que demoram para apresentar seu pico de ação (momento de ação máxima). A insulina para a aplicação é medida em unidades e cada ml de insulina no Brasil tem 100 unidades (essa medida pode ser diferente em outros países, mas há um movimento pela padronização da medida).
As insulinas mais antigas são as chamadas insulinas humanas, que têm composição semelhante a da insulina encontrada no corpo. Essas são as únicas fornecidas pelo SUS na farmácia popular e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pelo país. As insulinas humanas existentes no Brasil são:
Insulina NPH: insulina basal que possui um pico de ação grande, podendo ser usada para o bolus também. Ela começa a agir de duas a quatro horas após a aplicação, tem o pico de ação entre quatro e 10 horas e para de agir entre 14h e 18h depois de aplicada. Esta insulina deve ser misturada antes da aplicação com movimentos lentos de giro do vidro conforme indicado na bula. O grupo inglês de pesquisa (que mantém um curso para diabéticos do tipo 1 aprenderem a manter a glicemia sob controle com maior liberdade alimentar) Dafne (Dose Adjustment For Normal Eating, "ajuste de dose para uma alimentação normal" em tradução livre) afirma que o tratamento com insulina NPH tem mostrado melhores resultados do que com as insulinas ultra lentas. 
Insulina regular (insulina humana de ação rápida): é uma insulina utilizada para o bolus. Tem ação mais rápida que a da NPH e dura menos tempo no organismo. Age em meia hora, e, por isso, permite um pico de glicemia se for aplicada junto com a refeição, por isso ela geralmente é aplicada de meia hora a uma hora antes. Esta insulina foi substituída pelas ultrarrápidas que agem mais rápido e duram menos tempo no corpo, diminuindo a possibilidade de hipoglicemias depois da digestão do alimento. Ela começa a agir entre 30 e 60 minutos depois de aplicada, tem seu pico de ação entre duas e três horas e para de agir entre cinco e oito horas depois de sua aplicação.
O tratamento insulínico requer um grande cuidado para diagnosticar o aumento e a diminuição exagerada da glicose no sangue. É importante que os diabéticos tipo 1 tenham um medidor chamado glicosímetro, que pode calcular a glicemia pela medição de uma gota de sangue tirada da ponta do dedo.
Na maioria das cidades do Brasil o glicosímetro, as tiras de medição e as lancetas para furar o dedo para tirar o sangue são fornecidos gratuitamente pelas prefeituras nas UBS (com verba da prefeitura, dos estado e do governo federal). As tiras de medição são descartáveis e costumam ser mais caras que o próprio aparelho.
Tipo 2
No diabetes tipo 2 a produção de insulina é geralmente normal, mas, segundo Salles, o organismo não consegue utilizá-la, elevando os níveis de glicose no sangue. Sua incidência é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, em sua maioria acima do peso ou obesos, mas vem aumentando nos indivíduos mais jovens, e está intimamente ligado aos hábitos de vida. 
É comum que os indivíduos com diabetes tenham peso acima do ideal, colesterol alto e pressão alta, mas existem exceções. Segundo Salles, o tipo 2 corresponde a 90% dos casos de diabetes. 
Nesse tipo de diabetes a insulina produzida pelo corpo é normal (com exceção de raros casos em que a insulina produzida é defeituosa), mas os receptores da insulina são defeituosos ou em número insuficiente, eles são os responsáveis por levar o sinal para a abertura da entrada de glicose na célula.
Segundo a Ada, no início da doença o pâncreas ainda consegue produzir mais insulina para superar a resistência das células, mas com o tempo a insulina passa a não ser suficiente para manter a glicose sanguínea em níveis normais, por isso o aumento da glicemia sanguínea é gradual, o paciente pode ter a doença por anos sem perceber.
Não se sabe por que, mas após anos de diabetes tipo 2 o pâncreas diminui a quantidade de insulina produzida (que no início é até maior do que a de uma indivíduo normal) sendo muitas vezes necessária a aplicação de insulina para complementar a que é produzida pelo pâncreas.
Em diabéticos obesos, a diminuição do peso se mostrou eficiente no controle da glicemia, muitas vezes fazendo com que o paciente não necessite mais de outros tratamentos. Por isso a cirurgia de redução do estômago tem sido utilizada também para "curar" o diabetes em indivíduos obesos, mas só o fato de ter diabetes não significa que esta cirurgia seja indicada, outros fatores precisam ser avaliados pelo médico.
Os tratamentos para esse tipo de diabetes vão desde dieta e exercício (a perda de peso e os exercícios aumentam a sensibilidade à insulina), até medicamentos orais e insulina injetável. Mas a dieta e os exercícios têm papel fundamental no tratamento desse diabético, mesmo que sejam utilizadas medicações e insulina.
Este tipo de diabetes não é comum em crianças e jovens, mas, com o aumento da obesidade entre os mais jovens ela está passando a ser diagnosticada em indivíduos cada vez mais novos. Como os sintomas são leves, é recomendável que quem possui histórico familiar de diabetes tipo 2, quem tem mais de 40 anos e quem está acima do peso faça exames preventivos pelo menos uma vez por ano.
Os medicamentos orais para diabetes tipo 2 são classificados pela sua classe terapêutica (remédios que possuem características semelhantes de ação). O médico ira decidir qual medicamento ou combinação de medicamentos pelo resultado dos exames de glicemia de jejum e hemoglobina glicada, além dos hábitos de vida. No caso do tratamento causar muitas hipoglicemias (entenda as hipoglicemias) o médico pode alterar a medicação para melhorar a qualidade de vida do diabético.
Gestacional
Outro tipo mais raro, mas bastante conhecido, é o diabetes gestacional, definida como intolerância a glicose detectada durante a gravidez e bastante similar ao diabetes tipo 2. Segundo Salles, aproximadamente 90% dessas pacientes já têm uma deficiência nos receptores de insulina antes da gestação. Durante a gravidez, seu apetite aumenta, gerando ganho de peso e excesso de insulina
Segundo a Ada, todas as mulheres grávidas possuem algum grau de resistência à insulina que é causada pelos hormônios produzidos pela placenta. Nas mulheres saudáveis, essa resistência é pequena e não causa alterações na glicose sanguínea. Mas quando a resistência passa a alterar a glicemia é chamada de diabetes gestacional. Ela costuma ocorrer entre a 24º e a 28º semana de gravidez, pois é quando a placenta produz uma grande quantidade destes hormônios.
O diabetes gestacional é mais comum em pessoas acima do peso faz com que as mulheres tenham mais risco de apresentar diabetes tipo 2, de cinco a 10 anos após a gravidez. Em geral, a resistência à insulina desaparece depois do parto, mas é necessário um acompanhamento posterior pelo maior risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Se não controlado, o diabetes gestacional causa danos ao feto. O tratamento envolve dieta (acompanhada por um nutricionista), exercícios e insulina (semelhante ao tratamento do tipo 1), pois os medicamentos orais não foram testados ou apresentam riscos durante a gravidez.

Fonte: Uol Saúde
Acessado em 27/06/2011 às 14:20

Especial Diabetes: 2 Alimentação do Diabético


Alimentação do Diabético
A alimentação balanceada é um dos três pilares do tratamento do diabético, junto com o exercício e a medicação. Mas o que é saudável para o diabético é o que é bom para todas as pessoas, diz a nutricionista Maristela Bassi Strufaldi, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ). Os diabéticos devem fazer uma alimentação balanceada normal, contendo carboidratos, proteínas, laticínios, frutas e vegetais
Ela explica que não adianta cortar o açúcar da dieta, pois a glicemia sanguínea é alterada por todos os tipos de carboidratos, além das gorduras e das proteínas, em menor proporção. Além disso, os carboidratos são necessários para fornecer energia para as células e não podem ser eliminados da dieta.
O diabético precisa apenas prestar atenção aos carboidratos ingeridos. Aqueles que utilizam medicação oral ou fazem tratamento apenas com dieta e exercício devem ficar atentos para a quantidade de carboidrato recomendada por refeição (normalmente prescrita pelo nutricionista) e para a qualidade dos carboidratos, quanto mais complexos mais demorada é a transformação do carboidrato em glicose, dando tempo para o corpo conseguir encaminhar a glicose produzida para dentro das células.
Fibras e gorduras monoinsaturadas retardam a absorção no estômago do carboidrato, e, desta forma, ele demora mais para chegar à corrente sanguínea. Assim, o corpo e o medicamento têm mais tempo para agir na utilização da glicose, evitando que a glicemia dê picos após as refeições.
Os usuários de insulina podem fazer dois tipos de tratamento, com doses fixas de insulina - que exigem quantidade fixa carboidratos nas refeições, podendo alterar o alimento, mas o total de carboidratos deve ser o mesmo - ou com a adaptação da dose de insulina para a quantidade de carboidratos ingerida, chamado de contagem de carboidratos. Para estes tratamentos também é importante ingerir alimentos que não causem um aumento muito rápido da glicose sanguínea, dando tempo para a insulina agir.
Em qualquer um dos tipos de tratamento é importante procurar alimentos que ofereçam nutrientes essenciais e não só calorias e carboidratos vazios, como os doces e refrigerantes com açúcar. Os líquidos com altos índices de carboidratos como sucos de fruta coados (sem as fibras da casca e bagaço) e refrigerantes açucarados devem ser evitados, pois a absorção deles é muito rápida, não dando tempo para o corpo e a medicação agirem, causando picos glicêmicos que são prejudiciais ao tratamento.
As gorduras, além de causar ganho de peso, aumentam a glicemia em média quatro horas depois de ingeridas. Esse aumento tardio da glicemia pode confundir o diabético e atrapalhar o controle, já que não associa a ingestão do alimento há tanto tempo com o aumento glicêmico.

Na hora de escolher os alimentos, é importante saber ler o rótulo para tomar uma decisão consciente. Segundo Strufaldi, todas as informações contidas no rótulo são importantes, desde o seu valor calórico até o seu prazo de validade. O importante é saber interpretar as informações descritas.
Lista de ingredientes: a relação de ingredientes de um produto segue a ordem decrescente, isto é, o primeiro ingrediente da lista está em maior quantidade no produto e o último, em menor quantidade. Por isso, se um produto contem açúcar refinado como primeiro ou segundo ingrediente da lista, grande parte dele é composto por esse ingrediente.
Conteúdo líquido: deve indicar a quantidade total do produto contido na embalagem, podendo estar em unidade de massa (quilo) ou volume (litro). É importante para saber a quantidade de porções que existem na embalagem toda, já que a tabela nutricional refere-se normalmente a uma fração da embalagem.
Informação nutricional: nesta tabela deve constar obrigatoriamente valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio. Os demais nutrientes podem ser incluídos de acordo com a preferência do fabricante.
Os valores de referência já pré-determinados pela Anvisa de uma dieta padrão de 2.000  calorias são:
• Valor energético: 2.000 kcal / 8.400kJ;
• Carboidratos: 300g;
• Proteínas: 75g;
• Gorduras Totais: 55g;
• Gorduras Saturadas: 22g;
• Fibra Alimentar: 25g;
• Sódio: 2,4 g;
• Gorduras trans: não há consenso de valor diário
Porção: A porção é quantidade média do alimento a ser consumido por uma pessoa sadia, de forma a manter uma alimentação saudável. É fundamental saber qual o tamanho da porção a quem as informações da embalagem se referem.
Os produtos apresentam, ao lado da quantidade de cada componente, a porcentagem deles em relação a esses valores padrão. Na indicação de porção, é obrigatório o produto informar a medida caseira normalmente utilizada pelo consumidor para medir alimentos. Por exemplo: fatias, unidades, pote, xícaras, copos, colheres de sopa.
O tamanho da porção descrita na embalagem é uma sugestão de quantidade caseira que não excede o que seria considerado uma porção saudável (dentro de uma dieta de 2.000 kcal). Além disso, é a essa porção que os nutrientes impressos na embalagem se referem.
Calorias: O nutricionista pode auxiliar no cálculo das calorias que devem ser consumidas em um dia, baseado em características físicas e de hábitos de vida. Assim, ele determina o valor ideal para manter ou atingir um peso saudável, sem restringir vitaminas e minerais, que são fundamentais para manter a vitalidade, a imunidade e a sua saúde em geral.
Carboidratos: o diabético deve ficar atento à quantidade de carboidratos do alimento para encaixá-lo em seu tratamento. Entretanto, vale ressaltar que ter poucos carboidratos não é indicação de que o alimento é para diabéticos. É preciso avaliar os outros nutrientes, como fibras que retardam a absorção dos carboidratos pelo estômago e outros nutrientes essenciais, evitando os alimentos que tenham muito carboidrato, sem fornecer os nutrientes que o corpo precisa. Além disso, alguns alimentos possuem menor quantidade de carboidratos, mas contém mais gorduras totais e saturadas, que prejudicam a saúde.
Os carboidratos também são importantes quando o diabético tem uma hipoglicemia (efeito colateral do tratamento), nesse caso é preciso priorizar alimentos que façam a glicemia subir rapidamente (leite, bebidas açucaradas ou alimentos com farinhas brancas), é importante ingerir de 15 a 30 gramas de carboidratos e medir a glicemia para saber se houve melhora no quadro.
Proteínas: muitos diabéticos acreditam que podem comer proteínas à vontade, mas elas podem aumentar a glicemia se consumidas em grande quantidade, 30% das proteínas se transforma em glicose no sangue. Em dietas muito ricas em proteína e pobres em carboidratos este índice pode ser maior. A quantidade de proteínas dos alimentos é de especial importância para os diabéticos com complicações renais, em geral o médico indica um consumo máximo diário.
Gorduras totais: parte das gorduras totais ingeridas se transformam em glicose no sangue de três a quatro horas depois da ingestão, além de causar aumento de peso. É importante verificar a quantidade de gordura de todos os alimentos, mas é igualmente importante entender a diferença entre os tipos de gorduras.
Gordura saturada: é a pior gordura, aumenta os níveis de colesterol e o risco cardíaco, a nutricionista recomenda que não se consuma alimentos cuja porção consumida tenha mais do que três gramas desse tipo de gordura.
Gordura insaturada (mono e polinsaturada): São as gorduras benéficas para o coração, elas auxiliam na diminuição do colesterol e diminuem a velocidade de transformação do alimento em glicose. Ela está presente, por exemplo, no azeite de oliva, óleo de canola e nas oleaginosas (nozes, castanhas etc.). Vale ressaltar que elas são calóricas e não devem ser consumidas em excesso, uma colher de sobremesa de azeite na salada é suficiente para fornecer os benefícios desse tipo de gordura.
Gorduras trans: a quantidade de gordura trans deve ser zero ou próximo disso. A partir da década de 80, estudos científicos provaram que a gordura trans é um dos grandes vilões da alimentação moderna, pois além de elevar o LDL (o coleterol ruim), reduz o HDL-colesterol (o bom), favorecendo o surgimento ou o agravamento de doenças cardiovasculares, em paralelo ao aumento da gordura visceral.
Sódio: A quantidade recomendada por dia de sódio é dois gramas e meio, o que equivale a seis gramas de sal. Um sachê de sal fornecido em restaurantes, por exemplo, possui um grama de sal que contém 400 mg de sódio, mais de 16% da quantidade de sódio recomendada para o consumo diário. O sódio aumenta a pressão arterial, favorecendo o aparecimento de doenças cardiovasculares.
Fibras: As fibras aumentam a saciedade, auxiliando no controle do peso. Além disso, elas melhoram a absorção dos carboidratos pelo estômago, prevenindo picos de glicose na corrente sanguínea, dando tempo para o corpo e o medicamento metabolizar a glicose que vai sendo liberada aos poucos na corrente sanguínea. Para os diabéticos é importante que ela esteja presente em todas as refeições para evitar que a glicemia suba rapidamente.
Fonte Uol Saúde
Acessado em 27/06/2011 às 14:28