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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Descoberta nova doença causada por mosquitos.


Cientistas suecos descobriram uma nova doença que é transmitida ao homem pela picada de mosquitos. A enfermidade é causada pela bactériaNeoehrlichia mikurensis, descoberta em 2004 em ratos e pernilongos na ilha de Mikura, no Japão.
De 2004 para cá, foram descritos oito casos da nova doença ao redor do mundo, sendo três deles na Suécia. Os principais sintomas são diarreia, febre e perda temporária de consciência, além da ocorrência de trombose, uma situação potencialmente fatal em pacientes com sistema fragilizado. O tratamento é feito a base de antibióticos.
Acessado em 13/12/2011 às 13h

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Alzheimer revertida pela primeira vez

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.
Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.
Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.
Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.
O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.
Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano.
Assim, colocaram elétrodos perto do fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo, aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.
Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.
Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida a doença.
Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.

Fonte: http://ateliedocuidado.com.br/2011/11/alzheimer-revertida-pela-primeira-vez/
 Acessado em 30/11/2011 às 20:27

sábado, 5 de novembro de 2011

Veja como orientar os usuários de insulina para o descarte adequado de resíduos

Fonte: 
Coren-SP
No Brasil, o descarte de material usado por usuários de insulina na autoaplicação domiciliar é realizado de forma inadequada. A constatação, de acordo com a enfermeira Silvia Carla da Silva André, é fácil de ser feita no dia-a-dia do profissional. Em sua experiência no Núcleo de Saúde da Família (NSF) de Bom Jesus da Penha-MG, ela notou que os usuários de insulina não tinham a “mínima orientação sobre o que fazer com os resíduos da aplicação”.
A pesquisa de mestrado de Silvia na USP de Ribeirão Preto investigou exatamente a realidade do manejo de resíduos perfurocortantes e de origem química e biológica em domicílios de pessoas com diabetes melittus, usuários de insulina. A pesquisa foi desenvolvida com 26 entrevistados no NSF de Ribeirão Preto-SP.
Na forma mais comum de descarte de seringas, lancetas, fitas reagentes e frascos de insulina, os usuários usaram garrafas PET, embalagem considerada inadequada pela Associação Americana de Diabetes (ADA). “Mas o maior problema”, afirma Silvia, “é o número expressivo de usuários que descartam esses resíduos no lixo domiciliar comum”.

Acima: Descarte de resíduos de autoaplicação de insulina em embalagem de amaciante
Lacunas na legislação
De acordo com Silvia, a principal causa do descarte incorreto é a lacuna existente na legislação, que consiste principalmente da RDC 306/2004 da Anvisa e da Resolução 358/2005 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Elas deixam margem para o manejo inadequado dos resíduos gerados em domicílio e entregues nos serviços de saúde. “Associado a essa lacuna, existe também a falta de orientação, que deveria ser feita pelos profissionais de saúde”, afirma Silva. “O profissional geralmente tem o olhar biomédico e curativista voltado para a doença, e não, como é o ideal, uma visão holística do usuário, que incluiria um olhar sobre o ambiente, que também influi nas condições de vida e nos indicadores de saúde”.
Os riscos ambientais envolvem a contaminação do solo e da água, uma vez que no Brasil mais de 50% do lixo tem como disposição final o “lixão”. Os riscos sociais envolvem acidentes com os resíduos perfurocortantes, pelos catadores, tanto nos lixões quanto na coleta residencial.
A ADA, de acordo com Silvia, recomenda que se descartem os resíduos de serviços de saúde em recipientes rígidos e com abertura larga. Os recipientes devem ser feitos de plástico mais rígido que o da garrafa PET, como o de embalagens de amaciante.
A medida em grande parte anula os riscos de contaminação. “Os agentes infecciosos mais preocupantes na prática do descarte inadequado são os vírus da Hepatite B, Hepatite C e o HIV, mas os das hepatites são os que mais preocupam, pelo fato de o vírus da Hepatite B sobreviver até 7 dias no ambiente externo e o vírus da Hepatite C, de 16 horas a 4 dias”.
Em conformidade com a legislação brasileira, os resíduos recolhidos nos serviços de saúde passam por tratamento, seja por autoclave, microondas ou ETD, para posteriormente terem como disposição final os aterros sanitários.

Acima: Sílvia Carla da Silva André (esquerda) e sua orientadora na USP de Ribeirão, Angela Takayanagui
A função da Enfermagem
Por ensinar a autoapliacação e o armazenamento correto da insulina ao usuário e por acompanhá-lo nas consultas de enfermagem, o enfermeiro, de acordo com Silvia, deve “despertar a vontade de autocuidado do usuário, deve dialogar com ele”. De acordo com sua pesquisa, apenas 61,5% dos entrevistados afirmaram ter recebido algum tipo de orientação de algum serviço de saúde.
Uma das formas de educar indiretamente é estabelecer protocolos para entrega e recebimento de seringas nas farmácias das unidades de saúde, o que melhoraria o controle sobre o material gerado em domicílio.
Outra medida é encorajar a reutilização da seringa. Em Ribeirão Preto, por exemplo, Silvia afirma que o protocolo recomenda 4 aplicações com cada seringa para os usuários de um só tipo de insulina, e 2 aplicações para os que utilizam 2 tipos de insulina.
Os riscos na reutilização são vários e devem ficar claros: a lubrificação da agulha é perdida aos poucos, tornando as aplicações mais dolorosas a cada reutilização; acima das aplicações recomendadas, o local pode sangrar causando hematomas, há a possibilidade de extravasamento da insulina, a ponta da agulha pode ficar com a forma de gancho, causando microtraumas e a insulina que fica na agulha pode cristalizar, bloqueando a passagem de insulina na próxima aplicação.

Enfermeiro acupunturista tem a vantagem da autonomia

Fonte: 
Coren-SP
A aplicação da acupuntura no Brasil foi iniciada há quarenta anos e desde a década de 80, com seu reconhecimento pelo SUS, faz parte da política de saúde pública no país. Desde então, os princípios da medicina tradicional chinesa vêm conquistando prevalência no campo das terapias complementares.
O exercício da acupuntura, de acordo com a portaria 971 de 2006 do Ministério da Saúde, é reservado a profissionais da área de saúde, como fisioterapeutas, médicos e psicólogos, com pós-graduação específica em acupuntura. Nos últimos dois anos, de acordo com Daniel Olcerenko, os enfermeiros se tornaram a maioria dos profissionais nestes cursos. Isso se deve em grande parte à possibilidade, nova para estes profissionais, de montar o seu próprio consultório e aplicar acupuntura sem prescrição médica.
Esta autonomia foi reforçada em 2008, com o reconhecimento da especialidade pelo Coren.
“Na capital de São Paulo, em dois anos, houve aumento de mais de 50% de enfermeiros nas turmas de pós-graduação em acupuntura”, afirma Olcerenko, presidente da Abena, Associação Brasileira de Enfermeiros Acupunturistas. Hoje, os enfermeiros representam até metade dos alunos de uma sala.

Daniel Olcerenko, presidente da Abena (Associação Brasileira dos Enfermeiros Acupunturistas), em palestra no Cape
Acupuntura e enfermagem
Antes da portaria 971, qualquer profissional de qualquer área podia fazer um curso técnico e aplicar acupuntura. Quem perdia era o paciente. “Os princípios da medicina tradicional chinesa, principalmente os da acupuntura, são os que mais combinam com os princípios da Enfermagem pelo fato de trabalhar o indivíduo como um todo”, diz Olcerenko. Desde o levantamento do histórico pessoal até a inserção de agulhas, a acupuntura sistêmica pode ser aplicada em todas as etapas do processo de enfermagem.
“A acupuntura segue o mesmo princípio holístico. Se você tem uma deficiência respiratória é porque algum canal energético do seu corpo a causou. Se o problema é no coração, pode ter sido um problema no braço, através do qual passa um canal energético”.
Olcerenko, que atende seus pacientes em clínica própria há dois anos, explica que o procedimento clínico da acupuntura é idêntico ao do procedimento de enfermagem: “é elaborado um questionário um pouco diferenciado do paciente, que inclui detalhes de infância, hora de nascimento, como ele se veste, o que ele come, de quais cores ele gosta, aparência de fezes, urina e hábitos sexuais. Todos os pacientes que passam pelo meu consultório têm um prontuário, que fica arquivado por um período e só eu, o acupunturista, tenho acesso a ele. O paciente tem um feedback constante”.
Depois de traçado o perfil do paciente, procura-se sua deficiência e cria-se uma meta de consultas, que muda conforme a resposta ao tratamento. Este inclui mais que a inserção de agulhas, o estímulo dos canais de energia através também das técnicas de moxa, ventosa, sangria, reeducação alimentar, de postura e aplicação de terapias complementares, como florais, cromoterapia (uso de estímulos luminosos) e fitoterapia (uso de chás e infusões). “Realmente dá resultado”, diz Olcerenko. “Pessoas já cansadas de tratamentos que agridem o organismo procuram algo mais natural. A acupuntura não tem contraindicação”.
Os canais de energia
A acupuntura foi desenvolvida há mais de 5000 anos na China, onde utilizavam-se espinhas de peixe como modo de estimular os chamados pontos de acupuntura, pontos de estimulação neurorreativas. A acupuntura moderna usa material estéril, descartável, mas os seus princípios e valores são os mesmos.
De acordo com Olcerenko, “temos canais energéticos no corpo, que traduzindo para a medicina ocidental representam um órgão. O canal do pulmão, o canal do coração, etc. Se você tem aumento, estagnação ou deficiência de energia em um canal, terá algum problema, que a medicina ocidental chama de doença. Posso ter dor de cabeça, esterilidade, estresse, sobrepeso”.
Os canais energéticos do corpo são trabalhados para desbloqueio, diminuição, estimulação ou sedação. O estímulo pode ser feito por um canal próximo, como foi o caso de uma paciente de Olcerenko que tinha muita dificuldade em emagrecer e manter o peso. “Como a acupuntura trabalha a saúde de forma mais pausada, mais lenta, demora-se mais para obter o resultado, mas ele é mais duradouro”. A paciente ficou 20 quilos mais magra em cerca de 6 meses, com base em tratamento que combinava acupuntura (canais do baço, pâncreas e estômago) e fitoterapia, e está esbelta até hoje.
“Há um trabalho especial com alimentos”, diz Olcerenko. “O paciente tem que seguir algumas orientações desde o princípio. Ela começa colocando maior diversidade de alimentos no seu prato, ela colore o prato. E cada tipo de alimento não deve ultrapassar o que cabe na palma de sua mão”.
Integridade
Em um bom curso de pós-graduação em acupuntura, fazem parte do currículo várias técnicas que aprimoram o uso das agulhas. A principal delas, com aplicação no SUS, é a auriculoterapia, a inserção de pequenas sementes ou agulhas (de 1 mm) sobre a superfície da orelha. Para a medicina chinesa, a orelha é o microssistema representativo do homem, e através dela é possível estimular virtualmente todas as partes do corpo. De acordo com Olcerenko, “a auricoloterapia dá sustentabilidade para o paciente ao longo da semana, no intervalo entre as sessões de acupuntura”. A aplicação é recoberta por um pequeno esparadrapo micropore, para que a agulha ou esferas não caiam ou entrem no ouvido durante a semana.
O profissional pode se especializar apenas em auriculoterapia em sua pós-graduação, mas este não é um requisito para aplicá-la. O profissional, independente de seu grau de formação, pode simplesmente fazer um curso de 20 a 40 horas de duração e trabalhar como profissional liberal.
Mas a pós-graduação oferece uma formação mais completa, o que segue o princípio de integridade da saúde humana (veja na tabela quais os cuidados ao procurar um bom curso de pós-graduação em acupuntura).
No SUS, a auricoloterapia e a acupuntura são pagos à instituição através de reembolso. “Melhor ainda para o enfermeiro”, afirma Olcerenko, “é montar o seu consultório de acupuntura e atender o seu paciente, atuar desvinculado de um hospital e de jornadas de trabalho”.
Autonomia
De acordo com a legislação do Estado de São Paulo, o enfermeiro com pós-graduação em acupuntura se inscreve como profissional liberal na prefeitura, tira o seu CCM (Cadastro de Contribuintes Mobiliários) e já pode exercer a profissão regularmente. Ele também pode pedir o registro da sua especialidade junto à Abena. “É mais benquisto quando ele tem o registro da especialidade reconhecido. Caso o enfermeiro se matricule em curso que não cumpra os requisitos do Ministério, ele trabalha ilegalmente perante os olhos do Coren e do Cofen e não conseguirá a certificação da Abena”, afirma Olcerenko.
Além da clínica própria, o enfermeiro acupunturista pode trabalhar em postos e escolas com a estrutura correta de acordo com os padrões de vigilância sanitária (descarte de perfuro cortantes, presença de lixo branco, etc). Nos hospitais, pela falta de profissionais formados em acupuntura, ele geralmente exercerá outras funções além da acupuntura, como aplicação de curativo e consultas de enfermagem.
Ao escolher o caminho da autonomia, o profissional terá algumas dificuldades trabalhistas. Olcerenko recomenda que o enfermeiro acupunturista busque um serviço alternativo registrado para que ele possa ter também os benefícios de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
“Dentro da enfermagem, é um dos ramos em que o enfermeiro tem maior autonomia enquanto profissional liberal. O mercado está bem deficiente de enfermeiros acupunturistas”.
Precauções ao escolher um curso de pós-graduação em acupuntura
O curso deve ter duração mínima de 2 anos, com carga horária nunca inferior a 1200 horas, sendo no mínimo um terço dessas horas dedicadas a atividades teóricas (Resolução Cofen 283/2003, artigo 2º).
O conteúdo programático do curso deve incluir teoria e prática (com estágio e trabalho de conclusão de curso). A Abena defende que haja disciplinas curriculares específicas de técnicas complementares, como moxa, ventosa, sangria, cromoterapia, fitoterapia e florais.
Para se matricular em algum desses cursos, o profissional precisa apresentar o seu registro do Coren. Há cursos que aceitam alunos sem sequer a certificação de conclusão de curso. Esta é uma prática ilegal e caracteriza um curso oportunista.
Por enquanto, apenas o curso de pós-graduação do CETN tem o reconhecimento do ABENA. Há vários outros cursos em processo de avaliação. De acordo com Olcerenko, “o enfermeiro tem facilidades por ter se formado em um curso reconhecido”. Mas o essencial é que o curso obedeça a portaria do Ministério da Saúde.
A lista atualizada dos cursos aprovados, bem como a legislação correlata, podem ser consultados no site www.abenanacional.com.br.

sábado, 27 de agosto de 2011

Entenda a dislipidemia: aumento anormal de gorduras no sangue - Parte I

"A dislipidemia consiste num distúrbio orgânico caracterizado pelo aumento anormal da taxa de gorduras no sangue, principalmente o aumento do colesterol e dos triglicerídeos que predispõe ao desenvolvimento da aterosclerose"
Nutrientes de importância relevante para o metabolismo dos seres vivos, os lipídios ou lípides (do grego lipos, gordura) são compostos insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos, apresentam estrutura química variável, compreendem as gorduras, os óleos, as ceras e outros compostos orgânicos.
Os óleos e as gorduras são lípides de reserva dos animais e vegetais. Os lípides complexos (fosfolípides e glicerolípides) existem em diversos tecidos do organismo; fornecem energia (9 kcal/g); constituem o tecido adiposo (reserva de energia, confere amortecimento contra choques e isolamento elétrico e participa da manutenção térmica); encontram-se em todos os tecidos, principalmente nas membranas celulares e células de gordura (componentes estruturais); e incluem vitaminas e hormônios (prostaglandinas).

Em geral, as gorduras de origem animal são ricas em ácidos graxos saturados (não possuem duplas ligações em suas cadeias moleculares; geralmente, apresentam-se na forma sólidas à temperatura ambiente) e encontram-se associadas, por confiáveis pesquisas, ao desenvolvimento da aterosclerose e das doenças coronarianas.

A manteiga, a banha de porco, a gordura debaixo da pele do frango, o sebo, o óleo de coco, etc. são bons exemplos de alimentos com elevado teor de gorduras saturadas; tais gorduras saturadas são muito prejudiciais à saúde e, por tal razão, devem ser evitadas ou seu consumo devidamente controlado. A gordura ao redor das bistecas, assados, produtos derivados da carne, laticínios, creme de leite integral são também ricos em gorduras saturadas.

Os principais componentes de uma dieta a afetar o colesterol circulante no sangue são a gordura e o colesterol provenientes de alimentos de natureza animal. Consumir muita gordura animal é sinônimo de colesterol elevado e perigoso risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A água de coco é uma excelente bebida isotônica natural, no entanto o coco é a ovelha negra do reino vegetal; a gordura em seu interior é rica em gordura saturada. A gordura, mesmo que seja vegetal, que passa por hidrogenação sofre saturação da molécula. A gordura saturada é prejudicial para as artérias e o coração; saber diminuí-la na alimentação constitui um conhecimento necessário à preservação do bem-estar e da saúde. Estudos epidemiológicos demonstram que existe uma relação significativa entre o aumento do nível de colesterol e o surgimento da doença aterosclerótica coronariana.
Conceituação

A dislipidemia consiste num distúrbio orgânico caracterizado pelo aumento anormal da taxa de gorduras no sangue, principalmente o aumento do colesterol e dos triglicerídeos que predispõe ao desenvolvimento da aterosclerose (depósito de placas gordurosas dentro dos vasos sanguíneos), o que pode impedir ou diminuir o fluxo do sangue, devido ao estreitamento do diâmetro das artérias, e causar infarto, derrame (AVC), insuficiência vascular periférica, etc. Os fatores de risco são: dietas ricas em gorduras; obesidade; diabetes; sedentarismo; hipertensão arterial; predisposição genética; idade; e tabagismo.
Classificação

A dislipidemia pode ser primária (de origem genética) ou secundária (causada por doenças como diabetes, obesidade, hipotireoidismo, insuficiência renal, ou se encontrar relacionada ao uso de anticoncepcional oral, tratamentos hormonais, etc.).
Manifestações clínicas

O colesterol (esterol) é uma substância essencial ao nosso organismo, constituinte das membranas celulares e das lipoproteínas (responsáveis por transportá-lo no sangue), também precursor dos ácidos biliares, de alguns hormônios e da vitamina D; encontrado em óleos e gorduras animais, tecido nervoso, bile, sangue e gema de ovo. No entanto, quando seus níveis se encontram elevados no sangue, surgem as doenças cardiovasculares (angina, infarto, arteriosclerose e aterosclerose) e derrame (AVC).

O excesso de colesterol e triglicerídeos na circulação sanguínea contribui para a formação de placas ateromatosas (depósitos difusos de gordura sobre as paredes internas das artérias) que podem se aderir ao interior das paredes das artérias e obstruir a circulação do sangue. Grande parte do colesterol é produzido pelo fígado (cerca de 70%), sendo 30% provenientes de uma dieta rica em gorduras. Níveis elevados de colesterol contribuem para o acúmulo de gordura saturada. O colesterol encontra-se presente na gordura saturada, na manteiga, no sebo, em muitos queijos gordurosos, nas vísceras animais, em muitos frutos do mar, etc.

Uma recente e importante pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), envolvendo 34 mil pessoas, entre os anos de 2008 e 2009, revela que a dieta do brasileiro é pobre em nutrientes (vitaminas e sais minerais) e rica em calorias. Segundo essa mesma pesquisa, o brasileiro está consumindo menos frutas, hortaliças, leite e fibras do que o recomendado; e também constata que, a partir dos dez anos de idade, o consumo de sódio, proveniente do sal de cozinha (6 gramas é a ingestão diária de sal recomendada; no entanto, 8,2 g são a média do consumo diário no Brasil), aumenta, assim como também o de açúcar e gordura saturada (cerca de 30% das gorduras são provenientes dos alimentos), substâncias que se encontram associadas ao desenvolvimento da obesidade, do diabetes, da dislipidemia, da hipertensão arterial e, inclusive, do câncer.
Diagnóstico

A dislipidemia pode ser detectada pelo exame completo de sangue, após um jejum de 12 horas. É recomendável que, a partir dos 20 anos de idade, homens e mulheres tenham seu perfil lipídico determinado (por um hemograma completo). Enquanto crianças e adolescentes (entre 2 e 19 anos de idade), a determinação dos lipídios, via exame de sangue, deve ser realizada naqueles que apresentarem manifestações clínicas de dislipidemia, fatores de risco para enfermidade aterosclerótica, antecedentes familiares de dislipidemia ou de doenças aterosclerótica prematura em familiares de primeiro grau, antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres.
Na segunda e conclusiva parte deste texto abordarei a profilaxia e terapêutica da dislipidemia. Até lá!

Ministério da Saúde vai substituir vacina oral contra poliomielite

Fonte: 
Veja On Line
O Ministério da Saúde vai substituir a vacina oral contra a poliomielite, a Sabin, pelo imunizante injetável. O motivo da troca, que já foi feita em outras partes do mundo, é que a forma injetável é produzida com o vírus morto, ou inativado, portanto mais segura. Oficialmente, o ministério não tem prazo para o início da transição, mas divulgou informe técnico para as secretarias de Estado de Saúde alertando para a mudança em 2012. O documento recomenda ações intensificadas de imunização "de modo a alcançarem coberturas vacinais de no mínimo 95%" e promete a apresentação da nova estratégia para este semestre.
"A Sociedade de Imunizações já espera essa troca há muito tempo e já vinha recomendando o uso da vacina inativada. É uma mudança que já ocorreu em todos os países desenvolvidos, mas não é uma mudança simples", afirma a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim-RJ).
A vacina oral é feita com o vírus atenuado. Apesar de raro, há o risco de infecção por esse vírus, que provoca a pólio vacinal - doença causada pela própria vacina. "É preciso ressaltar que o benefício da pólio oral é muito grande. A poliomielite é uma doença transmissível, que incapacita e até mata. Mas há o risco de um caso para 800 mil doses de provocar a pólio vacinal. Se nós temos uma vacina mais segura, devemos usá-la", defende Isabella.
Embora não esteja disponível nos postos de saúde, a vacina inativada já é encontrada nas clínicas particulares. "É uma vacina segura. Nas clínicas, é oferecida conjugada a outras vacinas, como a DTP (difteria, tétano e coqueluche), com hemófilos tipo b (contra meningite) e hepatite B. Acredito que o ministério vá seguir a mesma estratégia. Se isso ocorrer, não deve haver resistência da população a mais uma vacina injetável", avalia o médico Alberto Chebabo, chefe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias do Hospital Universitário da UFRJ.
De acordo com Isabella, os países que já fizeram a transição das gotinhas para a injetável optaram por oferecer a nova vacina nas duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses. As demais - aos 6 e aos 15 meses, além das doses de reforço, nas campanhas - são da vacina tradicional, na forma oral. "As duas primeiras doses com a vacina usando vírus inativado já garante a proteção contra o vírus da pólio, inclusive o vacinal", explica.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que a incorporação de novas vacinas "segue critérios que são avaliados por grupos de trabalho formados por especialistas. Eles avaliam a tecnologia, custo benefício, custo efetividade, além do impacto epidemiológico, imunológico e logístico. Essa análise ainda depende de capacidade produtiva dos laboratórios e capacitação de profissionais".

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Saiba um pouco mais sobre Sopro Cardíaco

Sopro cardíaco 
Sopro cardíaco é o som produzido pela passagem do fluxo de sangue através das estruturas do coração, principalmente, as válvulas cardíacas anormais. É um achado do exame físico cardiológico. O sopro cardíaco poderá ser funcional  (chamado de sopro inocente)  ou patológico (decorrente de uma doença no coração).
Cerca de até 40% das crianças saudáveis apresentam sopros inocentes, sem haver nenhum outro indício de doença cardíaca, com um desenvolvimento físico totalmente normal ao longo do tempo.
Causas
Não existe uma explicação precisa para o aparecimento dos sopros funcionais ou fisiológicos (inocentes). No período neonatal, por exemplo, o sistema cardiovascular passa por modificações e o recém-nascido pode ter sopros que desaparecem dentro de alguns dias. Os  sopros patológicos, ou seja, indicatvos de uma doença, podem ser classificados em congênitos ou adquiridos.
-Sopros patológicos congênitos:
Estão associados as cardiopatias congênitas como a comunicação interatrial ou interventricular (CIA e CIV), persistência do canal arterial (PCA), estenose aórtica ou pulmonar congênitas, tetralogia de Fallot, entre outras.
-Sopros patológicos adquiridos:
Estão associados com sequelas nas válvulas cardíacas causadas pela moléstia reumática (febre reumática), como a estenose mitral e insuficiência aórtica reumáticas, prolapso da válvula mitral com insuficiência mitral, endocardite infecciosa (infecção das válvulas cardíacas e do revestimento interno do coração por bactérias ou fungos), infarto do miocárdio (complicado por uma insuficiência mitral ou comunicação interventricular), cardiomiopatias (formas dilatada e hipertrófica)  ou por degenarção e calcificação das válvulas (estenose aórtica e insuficiência mitral calcificadas).
Investigação dos sopros cardíacos
A base da investigação de um sopro cardíaco é o exame clínico (anamnese e o exame físico), associado ao ecocardiograma (transtorácico e transesofágico). Na ausculta cardíaca, alguns achados são indicativos que o sopro possa ser inocente:  leve intensidade, aparecimento na sístole cardíaca (fase de contração do coração),  uma irradiação ampla (o sopro é percebido em vários locais de ausculta do tórax) e ausência alterações das bulhas cardíacas (sons produzidos pelo abrir e fechar das válvulas cardíacas). Outro exame útil para diagnosticar alterações estruturais do coração  que possam produzir sopros é a ressonância magnética cardíaca.
Fonte: http://portaldocoracao.uol.com.br/sinais-e-sintomas/sopro-cardiaco
Acessado em 16 Agosto de 2011 às 20h47min